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As francesinhas em forno a lenha do Sancho Panza já chegaram a Viana do Castelo

O restaurante abriu numa das emblemáticas praças da cidade. Para o encontrar "basta seguir o cheiro inconfundível".
A francesinha é feita em forno de lenha.

Salsicha fresca, linguiça e forno a lenha. Se todas as francesinhas têm um segredo, este trio é o da receita do Sancho Panza. O restaurante abriu em 2016 em Vila Nova de Gaia e rapidamente se tornou uma referência. Tudo começou com os jantares semanais de Rui Lacerda com dois amigos.

Não tardaram a conhecer quase todos os restaurantes do Porto e arredores. A dada altura perceberam que talvez fosse mais vantajoso abrirem um. Assim foi. Em 2012 deram início a uma aventura com o Sabores da Fruta, em Braga. Pouco depois, criaram um conceito de tapas e francesinhas a forno a lenha que se espalhou pelo norte do País. O espaço mais recente abriu em Viana do Castelo, em modo soft opening, e será inaugurado no início do próximo mês.

A história de Miguel Cervantes sobre Dom Quixote e o fiel escudeiro Sancho Panza já correu o mundo. As aventuras dos dois cavaleiros já animaram várias conversas dos sócios Rui Lacerda e Filipe Soares durante as viagens a Espanha onde têm negócios. Por isso, na altura de escolher um novo nome para os espaços, decidiram-se pelo da personagem mais barriguda. “Era sinal que comia bem, como acontece nos nossos restaurantes”, brincam.

O motivo da mudança foi outro. “Quando abrimos em Gaia, em 2016, começámos com o Tapas e Buchas. Porém, nessa altura os restaurantes de tapas multiplicavam-se na zona. Ao ponto de a dada altura uma cliente ter feito uma reserva connosco e ter acabado sentada na esplanada de outro restaurante. Quando se apercebeu do erro telefonou-nos e contou-nos o sucedido. Na mesma hora levantou-se e veio almoçar ao nosso espaço. Mas aquele lapso deixou-me desconfortável, então decidimos mudar o nome e aí surgiu o Sancho Panza”, recorda Rui Lacerda, de 51 anos.

O espaço em Vila Nova de Gaia mudou o rumo do negócio. A vista para a ribeira, aliada aos pratos carregados de sabor, tornaram-se num convite óbvio para portuenses e turistas. Agora, as sugestões vão rumar para o distrito mais a norte, para Viana do Castelo.

“Um cliente nosso, que costuma vir ao restaurante de Gaia, viu o espaço numa das praças mais emblemáticas da cidade e apresentou-nos o projeto. Decidimos levar o mesmo conceito, mas com menos diversidade, porque o restaurante é mais pequeno”, explica o antigo especialista em marketing e publicidade.

As francesinhas a forno a lenha são um dos pratos mais pedidos (11,95€). Os produtos são todos comprados em mercados locais, na zona do Porto e o molho é feito em Braga, apenas por uma pessoa — a única que conhece a receita. “O segredo do nosso prato está nesse molho que leva várias horas a ser feito”, sublinha o proprietário do Sancho Panza.

Mas há mais do que francesinhas, até porque o conceito original começou com tapas. Nessa parte do menu, os destaques vão para os croquetes de presunto (5€), broa recheada com queijo e chouriço (12€), os cogumelos recheados (8,50€), os calamares à la Romana (8€), as moelas (6,90€) e os ovos rotos à Sancho (6,90€).

A carta estende-se pelas receitas mais tradicionais, como o bacalhau à Zé do Pipo (19,95€). Há ainda polvo no forno (29€), bife de atum com cebolada (16€), posta da vazia na grelha (16€) ou bochechas de porco preto (15€). Se lá for com os miúdos pode pedir um chachorrão (18€) ou um hamburgão (18€), ambos com 51 centímetros, servidos em skates.

Para terminar a refeição não há nada melhor, segundo o proprietário do que um Pudim Abade Priscos (4,50€) — “o original” — que é feito pela confraria oficial, da qual Rui Lacerda faz parte. Se não for apreciador do doce típico, pode sempre optar por um bolo de chocolate húmido, servido uma bola de gelado de baunilha (4,50€), ou um mini pão de ló de Ovar (4,50€).

A grande esplanada no centro da cidade é também um convite para quem gosta de beber um copo ao final do dia. Para esses casos pode optar pelo típico fino (o equivalente a uma imperial) por 1,95€ ou pedir uma sangria de espumante e maracujá para dividir. Um jarro custa 20€.

O Sancho Panza tem 100 lugares sentados, que se dividem entre o interior e a esplanada. A decoração, à semelhança do espaço em Vila Nova de Gaia, “é toda em tons quentes, com apontamentos que alusivos à região, como pequenas estátuas das mordomas de Viana”.

Carregue na galeria para conhecer o novo Sancho Panza, com francesinhas feitas em forno de lenha.

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