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Depois do “panado maior cupom”, chegam as sandes de pernil com tudo a que temos direito

As novas propostas da Tasca do Luís custam entre 4,50€ e 5€ e já estão disponíveis nas três moradas da marca no Porto.

O panado “maior cupom” ou, para quem não é portuense, maior que o pão, deixou de estar sozinho no campeonato das sandes capazes de matar uma fome a sério. Depois de transformar uma peça quase do tamanho de uma folha A4 num fenómeno das madrugadas do Porto, a Tasca do Luís escolheu outro ingrediente bem conhecido dos portugueses para servir de recheio à nova aposta. Desta vez, o pernil aparece dentro do pão com queijo Serra da Estrela, ovo estrelado, cebola caramelizada, jalapeños e até um molho inspirado na francesinha.

A novidade foi apresentada na sexta-feira, 31 de julho, na unidade da Rua da Madeira, junto à Estação de São Bento. Ao todo, chegaram à carta sete sandes de pernil, com preços entre 4,50€ e 5€, pensadas para diferentes níveis de apetite (e tolerância ao picante), que ficaram disponíveis ao público a 1 de agosto, nas três moradas da marca.

Embora o convite para a apresentação falasse inicialmente em sandes de leitão, a carne escolhida foi, afinal, o pernil de porco. A ideia nasceu da experiência da família Bosco em Portugal e da forma como foi conhecendo os hábitos gastronómicos do País. “Como brasileiros, viemos de uma cultura onde a carne de vaca costuma ser a preferência. Quando chegámos a Portugal, percebemos rapidamente que a carne de porco tem um lugar muito especial na gastronomia portuguesa: é apreciada, acessível e faz parte do dia a dia das pessoas”, explica à NiP Zaíra Bosco, uma das responsáveis pelo negócio.

O sucesso do Maior Cupom, nome dado ao emblemático panado da casa, ajudou a confirmar essa preferência. A família decidiu então alargar a oferta com um produto igualmente simples, generoso e acessível, mas com espaço para combinações menos óbvias.

“Foi uma forma de responder ao gosto dos clientes, mas também de trazer um pouco da nossa identidade e criatividade para as receitas. O pernil já faz parte da mesa dos portugueses, nós só quisemos transformá-lo na estrela de uma linha de sandes criativas e acessíveis”, acrescenta.

A proposta mais simples chama-se Dom Pernil (4,50€) e junta pão rústico a carne assada lentamente para preservar a suculência. A Francesuína (5€) assume-se como uma homenagem ao Porto, ao combinar pernil, queijo, salsicha e um molho inspirado na francesinha.

Do Brasil chegou a inspiração para a Porco à Cavalo (5€), uma adaptação do tradicional bife à cavalo, na qual a carne de vaca foi substituída por pernil, acompanhado por ovo estrelado e molho da casa. A ligação entre os dois países também aparece na Oinc Oinc (4,50€), uma combinação agridoce de carne de porco e ananás.

A Ai Que Porco! (4,50€) aposta na cebola caramelizada para acrescentar doçura ao pernil. Já a Fogo no Chiqueiro (5€) foi criada para quem prefere sabores mais intensos, com molho artesanal, queijo e jalapeños. A sétima opção, Porcalhona (5€), junta pernil, queijo Serra da Estrela, ovo estrelado, cebola caramelizada e molho da casa.

Além dos preços individuais, a Tasca do Luís criou o Combo Porcão, disponível por 8€. O menu permite escolher qualquer uma das sete sandes e acrescentar batatas fritas ou torresmo, além de um refrigerante ou sumo.

Durante todo o mês de agosto, o espaço na Rua da Madeira assinala a reabertura do espaço, após pequenas obras, com uma campanha especial. Nesse espaço, qualquer sandes da nova ementa, vai custar 4€. As propostas foram lançadas como uma aposta permanente, embora a equipa pretenda acompanhar a reação dos clientes e ajustar combinações e receitas consoante o feedback recebido.

 

 
 
 
 
 
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A novidade marca também uma mudança na forma como a Tasca do Luís quer ser procurada. A marca construiu grande parte da reputação entre quem saía de bares e discotecas e precisava de uma refeição capaz de enfrentar a fome da madrugada. Com a reabertura da primeira unidade, na Rua da Madeira, o espaço passou a funcionar a partir das 11 horas e começou a atrair outro tipo de público.

“A Tasca do Luís sempre teve uma forte ligação ao consumo noturno e aos snacks da madrugada. Agora estamos numa nova fase da marca e queremos também conquistar quem procura uma refeição saborosa durante o dia”, explica Zaíra. As sandes foram, por isso, pensadas para um almoço rápido, um lanche reforçado ou uma refeição informal.

A história do projeto começou em 2021, embora o plano inicial fosse bastante diferente. Luís Bosco, comerciante brasileiro, e a filha Zaíra chegaram a Portugal em 2019 à procura de uma vida melhor. Ela pretendia fazer um doutoramento em Sociologia, o pai queria abrir um negócio. A pandemia atrasou os planos, mas, dois anos depois, nasceu junto a São Bento o Star Coffee.

A proximidade aos bares e discotecas acabou por alterar o conceito. Em vez das pizzas inicialmente previstas, os clientes pediam panados, rissóis, coxinhas e outros petiscos capazes de matar a fome depois de uma noite longa. O café transformou-se numa tasca e Luís, conhecido pela facilidade em conversar com toda a gente e pelo chapéu que usa habitualmente, acabou por dar nome e rosto ao projeto.

O panado já existia na gerência anterior e chegava do talho com dimensões invulgares. Em vez de o cortar, a família decidiu mantê-lo quase do tamanho de uma folha A4, mesmo que ultrapassasse largamente os limites do pão. O produto tornou-se a imagem de marca da casa e ajudou a impulsionar a expansão.

A segunda Tasca do Luís abriu a 30 de janeiro de 2025, na Rua das Oliveiras, em Cedofeita. A terceira chegou à Rua da Estação, em Campanhã, a 15 de outubro, com uma sala maior e uma oferta mais próxima de um restaurante. Foi ali que o panado gigante saiu do pão para o prato, servido com batatas fritas, arroz e salada por 10,50€.

Na mesma unidade encontram-se frango no prato (5€), hambúrguer (8,50€), salada da chefe (6,50€) e um menu diário com sopa, prato principal e bebida por 12,50€. Ao pequeno-almoço, há pão de queijo em menu (6,40€), panquecas (8€) e ovos com bacon (7€). Aos sábados, a feijoada do Luís (9,90€) recupera diretamente as raízes brasileiras da família.

Os petiscos que construíram a fama da tasca também continuam na carta. O panado no pão custa 4€, enquanto o pão de queijo fica por 2€ e a coxinha e o quibe custam 2,50€ cada. Existe ainda o cachorrão, um cachorro gigante, panado e recheado com queijo e fiambre, por 2,50€.

As novas sandes de pernil podem ser pedidas na Rua da Madeira, em São Bento, na Rua das Oliveiras, em Cedofeita, e na Rua da Estação, em Campanhã. Estão disponíveis para consumo no local e takeaway. O serviço de entrega ao domicílio ainda não está disponível.

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