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Grupo Nicolau abre restaurante sem brunch no Porto. No Glória, a noite começa com cocktails

Com 30 lugares, o espaço aposta na cozinha portuguesa reinventada, cocktails de autor e um ambiente pensado para ficar até às duas da manhã.

No Glória, ninguém estranha se um jantar marcado para as 20 horas acabar perto das duas da manhã. Aliás, é precisamente essa a ideia. Em vez de servir apenas uma refeição, o novo restaurante do Grupo Nicolau quer oferecer uma noite completa, onde os pratos chegam ao centro da mesa para serem partilhados, os cocktails substituem o café e a música vai subindo de tom à medida que as horas passam.

É a primeira grande mudança de rumo do grupo que conquistou milhares de clientes com os seus brunches. Instalado na Rua General Silveira, em frente do Largo Alberto Pimentel, no Porto, o Glória abandona as panquecas e os ovos benedict para dar protagonismo à cozinha portuguesa, aos cocktails de autor e a um ambiente que oscila entre restaurante, bar e cabaret.

Por trás do projeto continuam os mesmos sócios do Nicolau: Miguel Passos, responsável pelo grupo no Porto, e Bárbara Pinto e Bernardo Mesquita, que acompanham a operação em Lisboa. A mudança surgiu de forma natural, depois de perceberem que o universo dos brunches já estava amplamente explorado.

“Os brunches continuam a ser determinantes para o grupo, no entanto sentimos que nos últimos anos houve uma réplica muito forte deste conceito e achámos que era altura de diversificar um pouco”, explicam os sócios, ambos com 35 anos.

A escolha do Porto também não aconteceu por acaso. Os fundadores acreditam que existia espaço para um conceito deste género na cidade, sobretudo porque muitos restaurantes encerram relativamente cedo. A ambição foi reunir num único espaço aquilo que habitualmente implica várias paragens ao longo da noite: jantar, beber um cocktail e ouvir boa música.

“O Glória surgiu da necessidade de combinar esses fatores: comida portuguesa, bons vinhos, cocktails e música até mais tarde. Cada vez mais as pessoas procuram um sítio para ficar mais do que para jantar e ir beber um copo a outro lado.”

O ambiente acompanha essa filosofia. A sala, com capacidade para cerca de 30 clientes, aposta numa iluminação vermelha dominada por um grande néon, cortinas em veludo, apontamentos quentes e uma decoração confortável e intimista, capaz de funcionar tanto como restaurante como bar. Há ainda um detalhe que dificilmente passa despercebido: no acesso às casas de banho foi instalado um varão de pole dance, acompanhado por uma bola de espelhos e um projetor vermelho.

“A ideia do varão nasceu de uma brincadeira que acabou por virar realidade. Achámos que aquele hall precisava de alguma animação. Alguém sugeriu o varão e ficou. Tem também uma bola de espelhos e um projetor vermelho. Ficou giro e com um certo glamour.”

Na cozinha, a carta assinada pelos chefs William Blake e Vasco Mesquita parte da tradição portuguesa, mas deixa espaço para a criatividade e para mudanças frequentes. Os próprios responsáveis garantem que o menu será dinâmico, com sugestões sazonais e pratos fora da carta que poderão surgir a qualquer momento.

À mesa, a experiência começa com um couvert de pão de massa mãe servido com azeite e manteiga de alho-francês grelhado (2,50€ por pessoa). Entre as entradas encontram-se propostas como os Croquetes de Bochecha (10€), o Bikini de Carne Maturada (12€), o Carpaccio de Maronesa (13€), o brioche com parfait de fígados (11€) ou os ovos com gambas, sapateira, espargos e cogumelos (17€).

Nos pratos principais destacam-se o Aipo à Brás (20€), uma versão vegetariana de um clássico português, a Pescada com pil-pil de salsa e grelos (22€), o Franganito (20€) e o Bife à Glória (25€). Para partilhar, há ainda uma massada de garoupa (26€) e um arroz de forno com lula recheada e gamba rosa (28€), pensado para duas pessoas.

As sobremesas seguem a mesma lógica de reinterpretar sabores familiares. A Glória (8€), criada especialmente para o restaurante, é apontada pelos fundadores como o prato que melhor representa a identidade do espaço, inspirando-se num dos doces mais emblemáticos da cidade. A ela juntam-se as Farófias com pera bêbeda, gelado e fava tonka (8€) e a tarte de chocolate com alperce e gelado de baunilha (9€).

A carta de bebidas acompanha a cozinha com uma seleção de vinhos portugueses e internacionais e oito cocktails de autor, onde aparecem combinações como melão, funcho e tomilho-limão; ruibarbo, salva e verjus; lichia, baunilha e jasmim; ou morango, arroz e café. Os preços variam entre os 12€ e os 14€.

Por enquanto, a música funciona como banda sonora do espaço, mas isso deverá mudar em breve. O grupo já está a conversar com vários DJ para criar uma programação regular que reforce a identidade do restaurante durante a noite.

À NiP, os responsáveis adiantaram que os planos do Grupo Nicolau para aquela zona da cidade não ficam por aqui: em breve deverá abrir também o Nico, um novo bar que dará apoio tanto ao Nicolau como ao Glória e reforçará a ambição de transformar aquele pequeno quarteirão num novo ponto de encontro das noites portuenses.

Carregue na galeria para conhecer melhor o novo hot spot do Porto.

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