comida

João Costa, do Euskalduna Studio, ganha Etapa Norte do Chefe do Ano 2024

A prova decorreu esta quarta-feira, 10 de abril, na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto.
O grande vencedor.

Designado anteriormente por “Chefe Cozinheiro do Ano”, o “Chefe do Ano” é o maior e mais antigo concurso nacional de cozinha para profissionais, celebrando este ano a sua 35.ª edição. A competição procura distinguir e valorizar o talento dos profissionais da cozinha. Para a organização, trata-se do “culminar do melhor que se faz no nosso País, na área da cozinha, sempre com a valorização dos produtos portugueses em mente”.

Até chegarmos à prova final, ainda decorrem três etapas regionais. A primeira aconteceu esta quarta-feira, 10 de abril, na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto. Os concorrentes apurados nesta primeira fase que escolhia o derradeiro chefe do norte foram Diogo Novais Pereira, do restaurante Porinhos, em Braga; João Carvalho, do World of Wine, em Vila Nova de Gaia; João Costa, do Euskalduna Studio, no Porto; Jorge Bolite do The Yeatman, em Vila Nova de Gaia; Pedro Dias do Culto ao Bacalhau, no Porto e Vítor Miranda, do Pena Park Hotel, em Vila Real.

A tarefa era apresentar ao júri um menu composto por uma entrada de peixe ou marisco, um prato vegetariano, uma opção de carne e uma sobremesa. Para elevar o desafio a outro patamar, o júri propõe instruções específicas que mudam de etapa para etapa. Desta vez, os chefs apurados tinham, obrigatoriamente, que garantir a utilização do limão em todos os pratos e a sobremesa tinha de ser à base de maçã de Alcobaça.

O lume ligou-se por volta das 8h30, quando os chefs, com ajuda da sua restante equipa de cozinheiro começavam a apurar as suas técnicas e qualidades frente ao júri, composto pelos reconhecidos cozinheiros profissionais Paulo Pinto, da ACPP Lisboa, António Loureiro, do restaurante A Cozinha (uma estrela Michelin), em Guimarães, Andreia Moutinho, chef pasteleira e professora na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, Tiago Bonito, do Hotel Palacete Severo, no Porto. Como jurada observadora esteve Aurora Goy, do restaurante Apego no Porto.

Depois de umas cinco horas frente às cozinhas e de serem realizadas as provas, chegou a hora de ser conhecido o grande vencedor da primeira etapa regional. O primeiro lugar foi atribuído a João Costa, do Euskalduna Studio, no Porto.

Natural de Lamego, a paixão pela cozinha começou desde cedo, mas inicialmente era uma espécie de castigo. O pai era dono de um restaurante de comida tradicional portuguesa e mandava o jovem de 26 anos, na altura, um miúdo, limpar os fogões e o restante equipamento da cozinha. “Portava-me muito mal na escola, então ia à cozinha ajudar nas limpezas. Era o meu castigo, mas como dizem, há males que vêm por bem e acabei por ganhar o amor à área”, admite à NiP.

O jovem chef no decorrer da prova.

Formado na Escola de Hotelaria e Turismo de Douro-Lamego, em 2015 foi vencedor da categoria Cozinha Makro do Jovem Talento da Gastronomia e do prémio JTG Modernidade e Tradição, em 2018. “Sempre tive um gosto especial pelas provas e competições. Acaba por ser algo que me dá alguma visibilidade enquanto jovem cozinheiro, mas também traz uma motivação e confiança para continuar a trabalhar e crescer”.

Há oito anos que trabalha no Grupo Euskalduna, no Porto, sendo um dos elementos originais da equipa de Vasco Coelho Santos no restaurante Euskalduna Studio. Atualmente, é o chef executivo do espaço. “Sempre tive o objetivo de participar no Chefe do Ano e, agora, foi o momento certo. A minha preparação resulta do acumular do trabalho diário e, apesar dos nervos e a pressão porque não queremos que nada dê errado, a prova correu melhor hoje do que nos treinos. Diverti-me e gostei do trabalho que fiz”, acrescenta.

Tendo passado por cozinhas tailandesas, portuguesas e mexicanas, o jovem vencedor da Etapa Norte gosta de trazer todas as influências e valências do seu currículo para os pratos que confeciona. Ao júri apresentou um menu composto por lírio grelhado e Bulhão Pato de lingueirão, para entrada de peixe ou marisco. A opção vegetariana foi um ovo escalfado com ervilhas, grão de bico e cebolinhas. A proposta de carne foi vitela com trouxa de rabo de boi e maçã de Alcobaça com amêndoa e leite como sobremesa.

Finalizada esta etapa no norte, o concurso ruma ao Estoril, a 17 de abril, para a etapa do centro do País e, posteriormente, a 23 de abril segue para Portimão para a etapa do sul e das ilhas. A grande final está marcada para o próximo dia 22 de maio, em Lamego.

MAIS HISTÓRIAS DO PORTO

AGENDA