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O novo restaurante de Vila do Conde tem mais de 200 vinhos (e um deles custa 16.500€)

O Casa do Costa é "um espaço familiar e acolhedor", com vista para o mar e uma garrafeira cheia de relíquias.
É um espaço com “boa comida e melhor bebida”.

Podemos dizer que as colheitas de 1964 foram boas para a Casa do Costa. Nesse ano nasceu o patriarca da família por trás do novo restaurante de Vila do Conde e é também a data que aparece em muitas das referências da garrafeira. Há mais de 200 rótulos diferentes por onde escolher e um deles custa 16.500 €.

Entre champanhes, espumantes e vinhos do porto — uns mais baratos do que outros — o pai Costa e os dois filhos, responsáveis pelo projeto, criaram uma secção especial dedicada a esta bebida. É ali que guardam as sugestões diferentes, velhas, raras e que não se encontram facilmente. Feitas as contas, são já 40 as propostas deste tipo. O Chateau Petrus, “um tinto da zona de Bordeaux”, é o mais caro.

Tiago Costa (29 anos) conta-nos que algumas garrafas chegaram da coleção do pai, José (de 58 anos). Outras foram adquiridas em leilões. E, claro, estão sempre à procura de mais uma. Das comuns às mais exorbitantes, todas podem ser compradas — e bebidas — na Casa do Costa. As sugestões não ficam pelo vinho, há muito mais para provar.

Ali serve-se Portugal à mesa. “É uma casa portuguesa, com certeza”, já cantava Amália Rodrigues. E é precisamente com este verso que, desde o final de janeiro, o projeto apresenta o menu. Tiago, João (22 anos) e José tiveram já outros restaurantes e decidiram criar algo diferente. No fundo, pensaram em combinar a cozinha tradicional — de que José tanto gosta — com um espaço bonito e requintado. Optaram, por isso, por uma decoração em tons castanhos, com muita madeira, alguns quadros e talha dourada.

Num ambiente acolhedor e sofisticado, servem-se muitos pratos de assados e feitos na brasa. Há bacalhau assado no forno (22 €) e na brasa (48 € para duas pessoas). O polvo à lagareiro (25 €) e o arroz de carabineiro (130 € para duas pessoas) fazem também parte da carta. Nas carnes pode escolher entre bochecha de porco preto (19 €), tornedó de novilho com jus e legumes baby assados (22 €), vitela assada no forno (22 €) ou ribeye na brasa (48 € para duas pessoas).

Os Costa gerem a casa, mas na cozinha é Alexandre Silva quem mete as mãos na massa. Com raízes bracarenses e açorianas, o chef de 26 anos sempre teve contacto com o mundo da gastronomia. “O bisavô era chef de cozinha, a avó paterna é ainda hoje padeira e o pai e mãe sempre cozinharam em casa. Tem já 12 ou 13 anos de experiência e já passou por restaurantes de renome e com estrelas Michelin”, conta Tiago Costa.

E não se preocupe porque ninguém se esqueceu dos vegetarianos. Quem não come proteínas de origem animal pode pedir is cogumelos salteados com puré de batata-doce e ovo (18 €). Para os miúdos foi criado um menu infantil com hambúrguer de carne de novilho com ovo e chips (13 €).

“Surpreendentemente, e ao contrário de tudo o que estava à espera, o prato de peixe que tem saído mais é o arroz de carabineiro“, revela-nos o empreendedor. O preço — 130 € para duas pessoas — não assusta os clientes.

A casa foi inaugurada há três meses, mas os proprietários estiveram muitos mais à espera do dia D. A demora não se deveu a atrasos nas obras ou burocracias.  “Comprámos este espaço mesmo ao pé do mar, em maio do ano passado. Mas só agora conseguimos abrir portas pela falta de mão de obra. Está mesmo muito complicado encontrar quem queira trabalhar nesta área”, revela Tiago. O processo, embora longo, chegou a bom porto.

“O feedback tem sido ótimo.” Os 53 lugares da sala principal têm sido todos preenchidos. A procura fez com que a abertura da esplanada, “que tem uma vista incrível e espaço para mais 20 clientes”, fosse antecipada para o início de maio, a par com a introdução de novidades na carta.

“A ideia é trabalhar com produtos sazonais. Por estarmos tão perto do mar, faz sentido trabalhar com as matérias-primas que chegam diretamente dali. Mas estas propostas nunca farão parte da carta. Se num determinado dia arranjarmos um ingrediente com a qualidade pretendida, fazemos e apresentamos”, explica o filho mais velho.

A Casa do Costa dispõe ainda de uma sala privada, com uma mesa redonda para dez pessoas, ideal para jantares de negócios, familiares ou mesmo reuniões. Ali poderá, claro, pedir um gin tónico, Aperol Spritz, licores, whiskies, entre outras bebidas.

“Sabemos que a gastronomia nacional consegue criar memórias e laços, e reaproximar as pessoas à volta da mesa, por isso, quisemos criar este projeto muito focado na cozinha portuguesa. O objetivo é que os clientes se sintam em casa no nosso restaurante. Foi por isso que o batizámos de Casa do Costa. Neste espaço acolhedor e com um serviço diferenciado, todos podem ter uma experiência única”, conclui Tiago Costa.

A seguir, carregue na galeria para ficar a conhecer melhor o Casa do Costa, o novo restaurante de Vila do Conde.

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