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Os novos vinhos do Douro que vai querer ter na mesa este verão

O projeto Duorum adicionou mais um tinto e branco à gama. Cada garrafa custa 20€ e está à venda nas lojas de especialidade.
Uma ótima sugestão para as festas que se avizinham.

Tudo começou na década de 80 quando o jovem João Portugal Ramos, recém-formado em Agronomia na altura, se aventurou como enólogo. Já no final da década, tinha o objetivo de dar resposta às inúmeras solicitações de vários produtores de vinho, um pouco por todo o País. Passando pelo Alentejo, o Tejo, a Península de Setúbal, Dão, Beiras e Lisboa, o enólogo queria revitalizar as regiões que estavam a ficar esquecidas entre enófilos e consumidores.

Porém, foi só no início da década dos 90 que João Portugal Ramos plantou os primeiros cinco hectares de vinha, em Estremoz, onde começou a fazer os seus próprios vinhos. Em 2007, nasceu o projeto Duorum pela sua mão e do também enólogo, José Maria Soares Franco.

Desde o primeiro dia, que a Duorum quer transmitir todas as particularidades do terroir da região. O nome deriva da expressão latina “de dois”, ao ter dois enólogos de duas regiões, com uvas de dois terroirs (Cima Corgo e Douro Superior), com uvas de duas altitudes diferentes.

Na passada quinta-feira, 18 de abril, a New in Porto esteve no evento de apresentação das novas colheitas Duorum, no restaurante Le Palais, no One Shot Hotel Palácio de Cedofeita. Apesar dos pratos do restaurante já nos terem conquistado uma vez, neste caso, todas as atenções estavam viradas para estas novidades que prometem “mudar o paladar”.

“São duas novidades muito gastronómicas que nascem da vontade constante da nossa equipa em inovar e procurar diferenciação logo na vinha. Vêm, sem dúvida, enriquecer o nosso portfólio no Douro”, começa por explicar à NiP, João Maria Portugal Ramos, filho do fundador do projeto.

É sob este mote que a família lança um tinto e um branco, ambos com significados especiais e muito pessoais para a marca, tal como tem vindo a acontecer ao longo dos anos. “O Douro tem uma concorrência muito forte, mas nós acreditamos no projeto, temos muito orgulho nele e, para todos os efeitos, estamos entre os dez primeiros produtores do Douro”, afirma João Portugal Ramos.

A primeira nova proposta da marca é o Vinha do Muros, o primeiro vinho da “vinha” do projeto Duorum. Tal como acontece no dia a dia, não há obstáculos, ou muros, que não possam ser superados. E é precisamente essa a inspiração para o novo branco Duorum.

“O nome do Vinha dos Muros nasceu em homenagem à região que nos apaixonou de tão bonita que é. Uma das coisas com que, desde o início, nos deparámos, foi com a quantidade de muros completamente diferentes do resto da região do Douro, que normalmente funcionam como suporte de terras, mas naquela zona são de divisão. Muitos fazem delimitação de pequenas parcelas de terras com alguma qualidade”, explicam.

O Duourm Vinha do Muros 2023 tem origem numa pequena parcela de vinha, de arinto e gouveio, ladeada por muros antigos de xisto que fazem parte da região do Douro e cujo restauro está assegurado pela marca. Destas vinhas de oito a 13 anos, nasce esta proposta limitada a pouco mais de três mil garrafas. No nariz tem um aroma intenso e a citrinos, como lima e tangerina, e ainda leves notas de anis e menta. Na boca é fresco e de acidez muito leve e equilibrada, com um fim de boca longo.

As novas propostas da Duorum.

Se for para petiscar, combina muito bem com tostas ou pão brioche com queijo creme e salmão, ou simplesmente com presunto. Já para acompanhar uma refeição, pode servi-lo com um tradicional bacalhau com grelos, ou polvo, harmonizando também muito bem com puré e molhos.

A outra novidade é uma produção monocasta, a partir da Touriga Franca, uma das mais emblemáticas do Douro e também com uma edição limitada com pouco mais de seis mil garrafas. O Duorum Touriga Franca 2022 estagia nove meses em barricas de segundo e terceiro ano, apresentando uma cor violeta e intensidade do aroma. É dominado pelas notas a frutos vermelhos maduros, como cereja ou framboesa, mas mistura ligeiras notas de especiarias, devido ao seu estágio em barrica.

Na boca é envolvente, mostrando volume e taninos firmes e maduros, que deixam uma impressão longa e persistente no final. É uma bebida que acompanha muito bem com a carne, por exemplo, um naco de novilho. Pode ainda ser harmonizado com massa ou outras sugestões com molhos.

Ambos as referências pretendem dar continuidade ao propósito do projeto: produzir vinhos de elevada qualidade, numa prática de viticultura sustentável. Cada garrafa custa 20€ e já se encontra à venda em garrafeiras de especialidade.

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