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Remédio Santo. O restaurante favorito de Catarina Martins para ir comer “favinhas”

O spot fica no coração do Porto e tem um jardim interior onde se costumam juntar vários deputados.
Catarina Martins é fã das favinhas.

As favas com entrecosto à transmontana são um dos pratos favoritos de muitos portugueses — e Catarina Martins podia pertencer a esse grupo. Contudo, a preferência da candidata do Bloco de Esquerda (BE) a um lugar no Parlamento Europeu vai para a versão vegetariana do Remédio Santo. 

O restaurante, inaugurado em março de 2018, no centro do Porto, é o espaço de eleição da antiga deputada do BE quando está na cidade. “Adoro o Remédio Santo”, contou à NiT. Gosta tanto que pede quase sempre o mesmo: as “favinhas”. A proposta é inspirada na famosa receita transmontana, mas a semelhança não vai além da leguminosa. 

O conceito é plant based, por isso, carnes e enchidos nem vê-los. As favinhas à Remédio Santo (14€) levam tofu fumado e um molho atomatado. “A inspiração surgiu da fusão dos famosos baked beans [especialista britânica] e das nossas favas com chouriço, aqui substituído por tofu fumado. Reflete o que tentámos fazer na nossa carta: tornámos a cozinha tradicional apta para vegetarianos”, descrevem Paulo Oliveira e Débora Barros, os proprietários do espaço. 

Confirmam que Catarina Martins é “uma cliente habitual”, mas não adiantam outros detalhes. Por sua vez, a candidata às Europeias também não comentou se a preferência pelo espaço reflete (ou não) o seu regime alimentar. Em vez de se alongar sobre o consumo de proteína animal, preferiu apontar o “sabor da comida, o conforto e simpatia” como as mais-valias do Remédio Santo.

Paulo Oliveira, antigo professor de 58 anos, deixou o ensino para abrir o restaurante. “Nunca tinha trabalhado na área. Estive no ensino durante 23 anos e a Débora é cardiopneumologista, mas estávamos cansados de tentar encontrar locais onde pudéssemos jantar uma refeição 100 por cento vegetal e com os sabores da cozinha portuguesa”, explica.

Após alguns meses a recriar receitas inspiradas no receituário português, o desejo de avançar com o negócio chegou no final de uma refeição. “Um dos pratos que preparámos ainda antes de abrir o restaurante estava tão bom que nos saiu a expressão ‘isto foi remédio santo’. Assim que as palavras nos saíram da boca, percebemos que poderia ser o nome deste recanto. Temos clientes que quando acabam de comer dizem o mesmo”, revelam.

A lista das propostas mais elogiadas inclui os bestsellers Shimejis à Brás (14,50€) e Bifinhos de Seitan (13€) com molho de champignons. “Há clientes que só cá vêm para comer um ou outro, nunca experimentaram outros pratos. É um fenómeno.”

Os mais gulosos podem ainda pedir o cremoso de chocolate (4€) servido com sorvete de pêra e baunilha caseiro e crumble de noz. O cheesecake de frutos vermelhos (4€) e o salame são outras sugestões do Remédio Santo. E para acompanhar normalmente podem pedir a kombucha (4,50€) da época. “Neste momento fizemos uma de morango, em que a base é preparada com fruta fresca e depois fermentamos. Quando terminarem, testaremos um novo sabor.”

Além da comida, o que ajudou o Remédio Santo a entrar no circuito in portuense foi o jardim interior. O espaço oferece a privacidade necessária a almoços de trabalho e permite aos clientes fugirem do rebuliço do centro da cidade. A esplanada é um dos motivos que, por vezes, transformam o restaurante numa “pequena Assembleia da República”.

“Da esquerda à direita, somos visitados por muitos deputados e é sempre um prazer recebê-los. Às vezes vêm no mesmo dia, em grupos separados, e o nosso restaurante parece uma pequena assembleia”, revela Paulo Oliveira.

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