comida

Sugestão NiP: esta mercearia traz o passado para o futuro a pensar no planeta

O Mercado Orgânico instalou-se na Foz para trazer aos vizinhos os produtos mais saudáveis e sem plásticos.
Fotografias de Mercado Orgânico.

“Bem-vindo ao Mercado Orgânico, onde as pequenas mudanças têm um grande impacto.” É assim, com este lema gravado na parede, que são recebidos todos aqueles que entram na nova mercearia portuense. Como o nome explica bem, o que vai encontrar aqui é um conjunto de produtos orgânicos, biológicos e sem plásticos.

Aberto desde 2 de agosto, o Mercado Orgânico é uma ideia com cerca de um ano, altura em que os seus donos, o casal Maria João Vaz e Paulo Costa, se mudaram de Lisboa para o Porto. Esta mudança surgiu da “necessidade de dedicar o tempo de trabalho a alguma coisa que possa fazer a diferença na sustentabilidade, na vida das pessoas” e também de uma necessidade de mudar de vida.

“Acreditamos que no Porto o estilo de vida que temos hoje em dia é mais tranquilo, conseguimos ter mais qualidade de vida. Gostamos muito de Lisboa mas procurámos essa qualidade de vida”, explica Maria João à New in Porto.

Ligados às áreas do marketing e da hotelaria, Maria João, de 42 anos, e Paulo, de 48, decidiram lançar-se nesta aventura de ter um negócio ligado à mercearia e aos produtos orgânicos e assim lançaram o site em dezembro do ano passado. Passado pouco mais de meio ano já tinham percebido que a sua ideia tinha futuro e por isso, em conjunto com o amigo José António, de 48 anos, abriram o espaço do Mercado Orgânico na zona da Foz.

“Sempre estivemos muito ligados [a estas questões], fomos vegetarianos durante muitos anos, temos cuidado com a alimentação e com a saúde, em paralelo com isso a preocupação com a saúde do planeta.”

Com o objetivo de evitar o desperdício, os produtos aqui são vendidos a granel, retirados de doseadores que, em certa medida, fazem parte da decoração do espaço. Assim, cada um só leva o que necessita e, idealmente, levará os seus próprios recipientes para encher, aos quais será retirada a tara. Desta forma evitam o uso de plástico para embalar mas, se for necessário, têm também embalagens próprias feitas de uma película vegetal.

“O Mercado Orgânico vende produtos a granel, a ideia é proporcionar aos vizinhos a compra da quantidade de produtos que efetivamente precisam sem plástico”, justifica a responsável.

Nas embalagens que arranjam, por exemplo, para presente, vai também a Esperança. Esta figura simboliza a marca e as suas ideias e representa a esperança que têm num mundo melhor e num futuro com maior qualidade. É oferecida aos clientes na forma de pins e tem sido também uma forma diferente de passar a mensagem.

A peça-chave do espaço é provavelmente a sua grande bancada central, que serve de balcão de venda mas também onde está um lavatório onde os clientes podem lavar as mãos antes de se servirem e onde, noutros momentos, são feitos workshops. E não se admire por não encontrar aqui o tradicional balcão de loja ou a máquina registadora, tudo aqui é um pouco mais simples.

Quanto aos produtos, no Mercado Orgânico vai encontrar todos os tipos de grãos, leguminosas, especiarias, massas sem glúten, chás, sementes, frutos secos ou farinhas. Tudo a granel, claro. Além destes e dos frescos, que aqui chegam conforme a sazonalidade e aquilo que os fornecedores biológicos tiverem no momento, há ainda produtos sustentáveis como garrafas de inox, talheres de bambu, champô sólido, desodorizantes, pasta dos dentes em pastilha, suculentas, plantas ou desmaquilhantes de algodão.

Até ao momento, parece que a aposta do Mercado Orgânico tem estado a correr bem: “As pessoas estão a aderir bastante bem, já existem muitas pessoas que vêm com os frascos para encher, sentimos que estamos a conseguir algum tipo de diferença no bairro”. Outro dos detalhes que poderá ajudar neste sucesso é o grupo que têm no WhatsApp onde os clientes habituais têm acesso a informações como os produtos frescos que estão a chegar, as novidades da loja e até algumas dicas de sustentabilidade.

“Não somos ativistas, dizemos isso com frequência, mas acreditamos que pessoas comuns podem fazer a diferença e nós encaixamo-nos nessas pessoas comuns. Queremos viver, ser felizes e ter saúde e proporcionar isso a quem nos rodeia”, sublinha Maria João.

Quanto aos workshops, acontecem na primeira semana de cada mês dedicados à gastronomia ou a formas de preparar os alimentos vendidos na loja, e na última semana de cada mês, nesse caso dedicados à sustentabilidade e a dicas para ser mais amigo do ambiente. O próximo está marcado para sábado, 10 de dezembro, a partir das 18 horas, será conduzido por Ana Milhazes e o tema é “Consumo Consciente”.

“Procuramos cumprir com a nossa missão de educação, transmitir conhecimento de forma acessível a quem está perto de nós para as pessoas perceberem o impacto dos hábitos que têm e como podem mudar.”

Entre as novidades do Mercado Orgânico estão ainda os cabazes semanais, que chegarão a partir de janeiro. Estes cabazes incluirão não só frescos como produtos de mercearia e até algumas receitas para que saiba o que fazer com os ingredientes. Os cabazes serão também adaptados aos clientes e às características das suas famílias.

Quem quiser, continua a poder fazer as suas compras online para todo o País. Quanto ao futuro, o objetivo é expandir, mas apenas quando a marca estiver mais trabalhada. “Temos uma frase muito gira que é ‘não podemos fazer todo o bem que o planeta precisa, mas todo o bem que pudermos fazer pelo planeta já vai ser bom’”, remata Maria João.

Carregue na galeria para ficar a conhecer melhor o Mercado Orgânico.

ver galeria

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua de Diu, 231
    4150-275 Porto
  • HORÁRIO
  • De segunda-feira a sábado das 9h às 20h
  • Domingos e feriados das 10h às 14h
PREÇO MÉDIO
?

MAIS HISTÓRIAS DO PORTO

AGENDA