compras

Alma Capsule Collections apresenta nova coleção com peças minimalistas

A marca portuense lançou modelos feitos de forma sustentável. As cores vibrantes e os tecidos acetinados são alguns dos destaques.
O destaque está nas cores.

Numa sociedade em que a moda parece estar em constante mudança e em que as cadeias de fast fashion ganham cada vez mais terreno com as suas coleções quase semanais, também existe um outro lado da indústria que procura mudar essa mentalidade e tornar a moda sustentável. Esse é o caso da Alma Capsule Collections, uma marca portuense que acaba de lançar a sua segunda coleção.

Na verdade, não será coleção mas sim cápsula, uma vez que o foco da marca está na criação de cápsulas, mas já lá vamos. Recuando um pouco no tempo, a Alma foi lançada em maio de 2021, juntamente com a sua primeira cápsula. Agora, numa altura em que assinala o primeiro aniversário, aproveita também para apresentar a sua segunda cápsula.

Tudo começou há cerca de dois anos, quando Mariana Capão Filipe estava a trabalhar numa empresa de fast fashion. A jovem de 26 anos, formada em Comunicação mas com mestrado em Marketing, começou a perceber que aquele talvez não fosse um mundo de que gostasse.

“Diariamente deparava-me com todo o desperdício que acontece nesta indústria e na forma como motivamos os consumidores a terem um uso quase único das peças e tornar a moda quase como descartável”, começa por dizer à New in Porto, acrescentado: “Esta questão começou a fazer-me alguma impressão porque ia contra aquilo que eu acreditava e os meus valores”.

Aproveitando a sua veia empreendedora e a vontade de querer ter um negócio próprio, apresentou a ideia à amiga Frederica Quintas e Sousa. Formada em Arquitetura, a jovem de 25 anos é também fotógrafa de moda e stylist e veio trazer o lado mais criativo ao projeto.

Em relação à marca, a Alma Capsule Collections quer distinguir-se por ser feita no norte de Portugal, com valores de sustentabilidade e de ética no trabalho. Têm o cuidado de fazer as suas coleções com tecidos que são restos de outras coleções de fábricas grandes e que procuram também por cá.

“O nosso número de peças é reduzido por causa do stock que arranjamos, mas também é bom para nós porque tentamos sempre ter exclusividade nas peças. Saber que é tudo fabricado em Portugal é também uma maneira de saber que os ordenados são pagos, que as pessoas têm boas condições de trabalho e estamos próximos do processo”, explica Frederica.

Além dos tecidos, que são reaproveitados, a sustentabilidade da marca passa pelo cuidado em fazer etiquetas com algodão orgânico e usar materiais reciclados e recicláveis para embalar e enviar as peças. Quanto ao estilo dos modelos que produzem, o minimalismo e a intemporalidade são as palavras-chave do seu conceito. São peças que podem ser usadas tanto agora como daqui a um dois ou dez anos.

“Queríamos que fossem designs muito femininos mas que não passassem de moda, também para ser reutilizada a peça, para durar anos. Também nos focamos na qualidade dos materiais”, aponta Frederica.

Se a primeira coleção tinha tons mais claros e básicos, a coleção que agora lançam tem cores mais vibrantes e tecidos mais acetinados, um pouco mais de festa, sem perder o caráter simples e intemporal. Desta vez, vai poder encontrar dois novos vestidos, dois tops e três calças diferentes. Outra das novidades é o facto de terem feito alguns ajustes nos tamanhos, baseados nos comentários das clientes sobre a coleção anterior.

“O que nós esperamos para o futuro é ir lançando pequenas cápsulas que de certa forma também permitem que a cliente crie a sua própria cápsula”, revela Mariana. As peças são vendidas online e as responsáveis garantem que todas elas ficam disponíveis no site até que os respetivos stocks se esgotem. Para breve, a novidade vai ser a chegada das suas peças às lojas físicas do Porto e de Lisboa da The Feeting Room.

Carregue na galeria para descobrir algumas das peças da nova coleção da Alma.

MAIS HISTÓRIAS DO PORTO

AGENDA