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Dakota Johnson sai do armário na nova comédia romântica “Am I Ok”

O filme põe fim ao debate sobre se há uma altura certa para descobrir a orientação sexual.

Dakota Johnson está de volta e traz consigo uma obra guardada na gaveta desde 2022, quando “Am I Ok?” fez a sua estreia no Festival de Cinema de Sundance. Volvidos dois anos, o filme chegou finalmente à Max na passada quarta-feira, 5 de junho.

A comediante Tig Notaro dirigiu o filme a meias com a mulher e também comediante Stephanie Allynne, a partir de um argumento semi-autobiográfico escrito por Lauren Pomerantz. Dakota Johnson dá vida a Lucy, uma mulher na casa dos 30 anos que percebe que é lésbica quando a sua melhor amiga Jane (Sonoya Mizuno) anuncia que se vai mudar de Los Angeles para Londres por motivos de trabalho.

Com a vida virada do avesso, Lucy vê-se obrigada a percorrer o caminho da descoberta sem a ajuda de que mais precisava. Jermaine Fowler, Kiersey Clemons, Molly Gordon e Sean Hayes também fazem parte do elenco, juntamente com Notaro.

Pomerantz revela que tencionava desenvolver um “filme sobre amizade”, inspirado na sua verdadeira melhor amiga Jessica Elbaum, que também é produtora do filme. No entanto, a longa-metragem acabou por se tornar numa comédia dramática sobre a autodescoberta e a saída do armário.

“Peguei no meu coming out tardio e usei-o, inspirando-me na amizade real com a Jessica [Elbaum]”, disse Pomerantz à “IndieWire”. “Tivemos uma grande discussão, mas voltámos a ser amigas. E, pelo meio, eu continuava lutar para sair do armário. E assim percebi que era isso que realmente queria contar.”

As histórias de coming out são quase sempre focadas em adolescentes, raramente em adultos. Também por isso Pomerantz fez questão de trazer estas personagens ao ecrã. “Espero que ajude outras pessoas a perceberem que não há um tempo certo para descobrir as coisas. Não há um prazo para perceber seja o que for — da carreira à sexualidade. Não tens de o fazer até aos 18 anos.”

Johnson também acredita que “a história é importante” e confessa ter gostado que não fosse “demasiado pesada”. “Pensei que era muito real e honesta sem ser pesada,” disse. “E tem leveza, o que é sempre agradável quando os temas são difíceis e complicados. Parece complexo, mas, na verdade, não é. É bastante simples.”

O filme também é uma oportunidade para Johnson superar as críticas terríveis do seu último filme, “Madame Web”. Na plataforma de críticas Rotten Tomatoes, o filme tem uma avaliação assustadora de 11 por cento por parte dos críticos. As descrições são ainda piores.

“Horrível é um termo demasiado brando para esta tentativa de ganhar dinheiro que afunda Dakota Johnson num conjunto aleatório de ideias mal cozinhadas, atiradas ao ecrã na suposição cínica de que aceitaremos qualquer trabalho preguiçoso relacionado com o Spider-Man? Resistam,” escreveu um dos críticos.

“Não me dá prazer dizer isto, porque precisamos de adaptações frescas e originais de super-heróis no grande ecrã hoje em dia, mas ‘Madame Web’, protagonizado por Dakota Johnson, é um dos piores filmes de banda desenhada que já vi,” concluiu outro.

O caso de “Am I OK?” parece ser o de uma redenção, com as primeiras críticas a não serem nada más (sobretudo em comparação com “Madame Web”) — recebeu um 79 por cento no Rotten Tomatoes. “Com a ajuda da interpretação cómica e charmosa de Johnson e da atuação corajosa de Mizuno num papel difícil, ‘Am I OK?’ junta-se a um crescente conjunto de filmes sobre amizades femininas sem fugir do interesse em explorar a sexualidade, o prazer e a identidade”. “Termina com uma resolução tão humildemente perfeita, que fiquei surpreendido com a rapidez com que me trouxe lágrimas aos olhos,” concluiu.

Carregue na galeria para conhecer as novas séries que chegam à televisão em junho.

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