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Estes biquínis feitos no Porto homenageiam as origens cariocas e chamam pelo verão

A celebrar oito anos, a marca de swimwear Oiôba apresenta clássicos e novidades com padrões coloridos e ousados.
A nova coleção já está à venda, com preços entre os 59€ e os 70€.

A Oiôba nasceu em 2015, fundada por dois homens, o Pedro e o Rui. Nesse ano, os amigos fizeram Erasmus no Rio de Janeiro, no Brasil. Apaixonados e influenciados pela forte cultura do biquíni e da cor no país sul-americano, identificaram esta lacuna no mercado de swimwear em Portugal. Na altura, eram poucas as marcas e as que existiam tinham, na sua maioria, modelos lisos, grandes e “sem graça”.

Contudo, apesar da equipa apostar em peças com padrões fortes e fittings mais arrojados, aquilo que a diferenciou foi o seu grande investimento na comunicação de rua. Oiôba transformou-se, assim, num fenómeno, que enchia o Porto e outras cidades do País de maracujás (por ser o logotipo da marca), frases positivas e muitos biquínis a chamar o verão. 

Atualmente, é Beatriz Ferreira quem está à frente da Oiôba. A jovem de 30 anos conheceu a marca, tal como muitos clientes, através das campanhas de rua. Em 2016, enquanto tirava o primeiro ano do curso de Design de Comunicação na Escola de Belas Artes do Porto, candidatou-se a um part-time como designer da marca.

“Comecei desde aí a trabalhar para a marca e a crescer com ela. Passei a ficar cada vez mais responsável por tudo o que a envolvia, até que estava praticamente sozinha na criação de padrões e modelos, sempre com algum apoio do Pedro e do Rui, mas a depender muito de mim”, começa por contar a empreendedora à NiP, acrescentando: “Desde miúda que fui educada e incentivada a fazer o que gosto e o que me concretiza, mas que independentemente do que escolhesse seguir, envolveria muito trabalho e sacrifício”.

Em 2020, Beatriz afastou-se do projeto enquanto estudava em Barcelona. A veia empreendedora levou-a a criar a sua própria marca de joias, porém, 2023, a Oiôba voltou a surgir na sua vida. Por causa de projetos externos dos fundadores, a marca estaria em risco de acabar. Foi aí que a jovem decidiu reinventar a marca e trazer novamente o fator diferenciador que a tinha tornado conhecida há alguns anos. 

A 2 de maio, para assinalar os oito anos do projeto, Beatriz lançou a coleção 2024, que marca o regresso de alguns dos formatos favoritos entre os clientes habituais, inspirados nas suas origens cariocas, mas com padrões coloridos e ousados e novas criações. Segundo a responsável, é a “coleção da Oiôba mais Oiôba que nunca”. 

Os nomes dos biquínis homenageiam os pássaros autóctones do Brasil. Ao todo, a coleção apresente 20 biquínis que honram as influências do Rio de Janeiro, sem descurar a qualidade e acabamentos que a produção nacional sempre garantiu. 

“Desde que estou na marca que me é transmitida essa energia positiva, cheia de vida e amor. Por isso é que este ano, quando me caiu tudo nas mãos, achei que só faria sentido se fosse até ao Rio e sentisse na pele tudo o que a Oiôba sempre representou e me transmitiu”, conta. Além de ter sido a fonte de inspiração para a criação dos modelos, o Rio de Janeiro também foi o local escolhido para fotografar as novas propostas. 

Quanto aos biquínis, Beatriz pegou em alguns dos bestsellers de anos anteriores e complementou-os com modelos mais arrojados e outros mais simples. O objetivo era equilibrar a panóplia de fittings. Os formatos clássicos de biquínis decotados e o fato de banho “tipo Oiôba” estão de volta em preto, mas também em padrões vívidos que lembram o Brasil na sua Bossa Nova. 

Em destaque está o biquíni “Biguá” (66€) com uma parte de baixo reduzida e ajustável, onde o verde florestal se mescla com o amarelo, preto e branco, num samba. O fato de banho “Cujubi” (70€) também é uma escolha acertada, com um corte clássico e cintado, para uma utilização confortável e confiante. No site da marca estão disponíveis estas novas propostas, entre os 59€ e os 70€.

 
 
 
 
 
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Se está curioso quanto à origem dos padrões, saiba que são todos pensados e criados por Beatriz, que teve sempre uma grande ligação à arte, à cor, às formas e texturas. Todos os padrões são exclusivos da marca, sendo este o processo que leva mais tempo, porque é o que os diferencia das outras marcas. 

Além disso, a marca tem um forte compromisso com a sustentabilidade e o reaproveitamento dos materiais. “Todos os nossos tecidos são produzidos com fios de alta qualidade feitos de materiais reciclados, incluindo garrafas de plástico pós-consumo e plástico capturado no mar, damos então uma nova vida a matérias-primas que iriam ser deitadas fora”, explica.

Nesse sentido, a marca conta com quantidades muito limitadas de cada artigo para evitar o desperdício e o “dead stock”. Tudo o que sobra da produção dos modelos é transformado em totós de cabelo e sacos de biquíni, que seguem juntamente com a encomenda quando o cliente compra o produto. A malha é ainda imprimida no Porto e em fábricas no norte do País, assim como a própria produção das peças. Ainda assim, a marca procura apoiar pequenas confeções e faz parcerias com pequenas e grandes artistas mulheres, que desenham os padrões para a coleção. 

A Oiôba é conhecida pela filosofia de celebração de todos os formatos de corpo, é por isso que estas novidades vão para além dos biquínis. “A nova coleção conta, pela primeira vez, com saias-biquíni, numa tentativa de combater o desperdício de tecidos e excedentes existentes nas fábricas. Já tínhamos como prática aproveitar esses materiais para sacos para as peças e elásticos de cabelo, mas quisemos reforçar o compromisso com uma nova peça que já fazia falta ao nosso portfólio”, refere.

Há ainda chapéus feitos à mão para combinar com as peças e até ao fim do ano, podem existir mais novidades. “Tenho noção que o swimwear é algo muito sazonal e cada vez mais sinto a necessidade de peças de outono/inverno, algo que, sem dúvida, será para investir no futuro”, conclui. 

Se ficou curioso e ainda tem o carrinho de compras para as férias em aberto, carregue na galeria para conhecer as novas propostas da Oiôba.

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