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Estilistas portuenses, já abriram as candidaturas para a segunda edição do beat by be@t

Depois do sucesso da estreia, o programa de inovação em sustentabilidade para a indústria têxtil e da moda lança nova edição.
Pode ser o grande vencedor.

Inserida no projeto beat by be@t, liderado pelo CITEVE — Centro Tecnológico para a Indústria Têxtil e do Vestuário, visa sensibilizar toda a indústria para a urgência da transição verde de forma eficaz. No final de 2023, foram conhecidos os vencedores da primeira edição, que valeu ainda menções honrosas a vários projetos portuenses.

O programa, apoiado pelo PRR — Plano de Recuperação e Resiliência e o BCSD Portugal — Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, revelou à NiP o lançamento de uma segunda edição. Empresas, designers de moda, gestores e engenheiros têxteis estão convidados a formarem equipas multidisciplinares para, em conjunto, pensarem em soluções têxteis inovadoras.

O objetivo é integrar os princípios da circularidade e do eco-design. Esta sinergia é, segundo o BCSD Portugal, necessária para a mudança de paradigma na indústria e contribui ainda para a criação de processos e produtos sustentáveis de uma nova geração.

“Promover a circularidade da moda implica mudar o atual paradigma linear de produção e consumo, evoluindo para um modelo circular. Os principais desafios de um projeto como o beat by be@t implicam estimular a criatividade a favor da preservação dos recursos naturais, da mitigação das mudanças climáticas, da redução da poluição, da geração de empregos verdes e da promoção de uma cultura de responsabilidade e sustentabilidade”, admite à NiP, Filipa Pantaleão, secretária-geral do BCSD Portugal.

Até ao dia 15 de março, decorre a primeira fase do programa de inovação com um “hackathon” de dois dias de trabalho a realizar-se no CITEVE, que inclui ainda uma visita guiada a uma fábrica da região. Nestes dois dias, cinco empresas têxteis — Adalberto, Casa da Malha, Be.Simple, Jadifex e Maxigrau —, deixam desafios específicos aos participantes, com vista a criarem uma solução têxtil circular, que considere temas como a redução ou reaproveitamento do desperdício, eficiência produtiva, entre outros.

Todas as equipas vão ser acompanhadas por mentores e terão acesso a workshops e módulos de capacitação e de boas práticas. Depois de lançados os desafios e de cada uma das cinco empresas selecionar um projeto na área do têxtil e da moda, começa a segunda fase, a aceleração, que durará sete meses (com início em abril), e que inclui a concretização da solução criada. Durante a fase de aceleração, cada projeto terá acesso a um kit de ferramentas de eco-design e será acompanhado por mentores experientes na área e testemunhado por diários de bordo, que monitorizam o trabalho das equipas.

Cada equipa terá uma bolsa de benefícios, através de parcerias e fornecedores da comunidade be@t, como a possibilidade de realizar uma residência artística na própria academia do BCSD Portugal, uma sessão fotográfica do projeto, acesso a recursos como materiais e maquinaria e possibilidade de networking. A equipa vencedora terá ainda acesso a consultoria de desenvolvimento, à presença em showrooms e pop-up stores sustentáveis e feiras setoriais nacionais, assim como acesso a eventos e formações exclusivas do be@t.

As candidaturas podem ser realizadas através do email bioeconomy@nullciteve.pt. Aproveite para conhecer os projetos portuenses que, na edição de 2023, receberam menções honrosas. Carregue ainda na galeria para conhecer os projetos da primeira edição do beat by be@t.

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