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Os “pequenos fogos” de Teresa Príncipe que se transformaram em jóias preciosas

A primeira coleção da Mirra inclui 17 peças exclusivas, feitas à mão em prata martelada banhada a ouro e com Pedras do Fogo.
Um novo projeto portuense que vai conquistá-lo.

Teresa Príncipe formou-se em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e começou a trabalhar na área da joalharia há cerca de cinco anos. A ideia de inaugurar a joalharia e atelier Mirra nasceu da vontade de criar um lugar próprio e exclusivo onde se pudesse dedicar à paixão de juntar a técnica de joalharia ao seu “desejo natural de se expressar de forma escultórica”.

“Nos últimos tempos andava com este desejo de criar as minhas próprias peças e como artista sentia a necessidade de ter a minha própria voz e assinar obras com o meu nome”, admite a artista de 29 anos à New in Porto.

“Tenho uns pequenos fogos por dentro, não são as fúrias, ainda que talvez nasçam do mesmo lugar. São certas intuições, certos desejos de fazer mais. Os pequenos fogos crepitam em silêncio e, quando os oiço, fico a arder. Aí tateio a caverna que chamei a minha solidão sentimental”, explica, poeticamente a artista, na apresentação da coleção.

A fundadora da marca considera-se uma pessoa muito reservada e introvertida no que toca à sua vida pessoal. Todavia, o nome da coleção — Pequenos Fogos — cria um simbolismo entre essa característica e querer dar-se a conhecer. “São certos desejos de fazer mais, portanto, esta coleção é um ponto de partida e um pouco autobiográfica onde este desejo de fazer mais e criar as minhas próprias peças se concretizam”.

Estes “pequenos fogos” vão desde o micro, que é o interior da artista, até um universo mais macro que é o universo das estrelas e dos cosmos. Daí o nome das peças serem inspiradas em estrelas, cometas e constelações. 

“Nós como humanos quando nos perguntamos para quê servimos, qual é o nosso propósito, vemos ao céu, as estrelas, como se ali estivesse a resposta”, explica Teresa Príncipe. “Daí ter gostado de fazer esta ligação”.

A artista.

Ainda dentro deste universo místico, o nome da marca, Mirra, surge no sentido de transmitir riqueza, personalidade mas sobretudo os presentes dos três Reis Magos, um presente que foi transmitido pelas estrelas. Além disso, a mirra é um produto que no Meio Oriente tem grandes características medicinais, acrescentando-lhe um universo mais místico e misterioso.

“Eu quero muito que as minhas jóias carreguem esta história e símbolo de presentes, que fala também da relação entre pessoas. Uma filha que oferece uma jóia a uma mãe”, explica à NiP.

A coleção Pequenos Fogos é composta por 17 peças trabalhadas à mão em prata martelada banhada a ouro e com ágatas cornalinas, também conhecidas como Pedras do Fogo.

“São estrelas, daquelas que explodem fogo. O mesmo fogo que queima o metal de vermelho furioso e tão insuportável (o metal) que se deixa vergar, morto, martelado. E resplandece de lustre de sabão verde. Os pequenos fogos de esplendor”.

Todas as peças combinam uma técnica clássica e básica — desde o serrar ou limar, até aos acabamentos como pulir, passando pelo trabalho de cuidado e preparação das pedras. As embalagens também são feitas por Teresa, que desde as suas origens experimentava o desenho e a cerâmica. Para esta coleção trouxe de volta as suas origens. É por isso que cada peça está exposta numa caixa de cerâmica feita à medida pela artista.

A coleção foi apresentada no passado sábado, 25 de novembro, na Flórida Studio, localizado no número 740 da Avenida da Boavista. A partir desta semana as peças vão estar em exposição para serem compradas diretamente. Podem também ser encomendadas através das redes sociais do atelier.

Todas as peças estão disponíveis em prateado ou dourado. Existem propostas — místicas — que vão desde os brincos, passando pelos colares e as pulseiras, até anéis.

Nesta nova coleção destacam-se os brincos Mirra (120€), feitos de prata com ágatas cornalinas com espeque ou gancho. O colar Halley (210€) é feito de prata com ágatas cornalinas. O anel Sol (70€) ou o anel Alnitak (50€) aberto com cornalina ou a pulseira Columba, também em prata com ágata cornalinas por 180€.

Carregue na galeria para conhecer outras peças da coleção. Se quiser ver as propostas ao vivo, não se esqueça que a estação de metro da Casa da Música fica próxima do Flórida Studio.

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