Em 2024, durante uma noite com os Bulha, um cometa atravessou o céu no exato momento em que a banda entrava em palco. O episódio foi inesperado, mas ficou a ideia de que uma noite pode ser mais do que aquilo que está planeado. Agora, esse momento serve de ponto de partida para um novo evento no Porto que quer fugir ao formato tradicional. Chama-se “A Noite do Cometa” e chega no sábado, 16 de maio, ao OP’O Lab.
O projeto nasce pela mão de Rui Garcia, designer, baterista e professor, que há vários anos acompanha a cena musical da cidade. Depois de tocar, organizar concertos e assistir a muitas noites que “ficavam aquém do que podiam ser”, sentiu que faltava algo: ligação entre momentos, continuidade, contexto. “Uma noite pode ser mais do que aquilo que está planeado”, explica. Foi essa ideia — e o episódio do cometa — que deu origem ao conceito.
“A Noite do Cometa” apresenta-se como um “encontro raro”. Na prática, significa uma experiência contínua, sem pausas, sem blocos e sem separação rígida entre atuações. A música, os visuais e o ambiente estão ligados do início ao fim. O público deixa de estar à espera do próximo concerto e passa a estar dentro da noite.
“Não é só ir ver concertos. É estar dentro do que está a acontecer”, resume o fundador.
A escolha do espaço reforça essa ideia. O OP’O Lab permite criar um percurso de entrada, uma transição antes de chegar ao núcleo da experiência. Tudo foi pensado para que a noite aconteça como uma sequência contínua, “sem quebras”.
A curadoria segue a mesma lógica. Não foi feita por géneros ou nomes, mas por afinidade e intuição. No alinhamento estão Bulha, Baleia Baleia Baleia, Gabci, A Boy Named Sue e Rodas. Alguns artistas já faziam parte do universo do projeto, outros surgiram de forma mais espontânea. No centro estão os Bulha, também envolvidos na direção e construção da noite.
O evento arranca às 21h30 e prolonga-se até às 2 horas. Os bilhetes estão à venda online, por 16,50€ (com taxas incluídas), com lotação limitada. A organização assume que não é um formato para todos. “É para quem não vai só ver, mas estar mesmo ali”, explica Rui Garcia.
Este é apenas o primeiro capítulo. A ideia passa por criar continuidade, com futuras edições ligadas entre si, mas sempre diferentes. Mais do que crescer em escala, o objetivo é construir um público que perceba o conceito e queira regressar.
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