Durante décadas, os coretos foram pontos de encontro onde a música fazia parte da rotina das cidades. Neste verão, essa tradição regressa ao Porto com um novo protagonista: as bandas do Centro Comercial STOP. O ciclo STOP no Coreto arrancou no passado sábado, 18 de julho, no Coreto de Arca d’Água, com um concerto dos Orbital Slave, e continua a levar música ao vivo a alguns dos espaços públicos mais emblemáticos da cidade, até 12 de setembro.
Ao longo de nove sábados consecutivos, sempre às 18 horas, diferentes projetos musicais que nasceram ou ensaiam no histórico edifício do STOP vão atuar em nove coretos espalhados pelo Porto. A entrada é gratuita.
A iniciativa resulta de uma coprodução entre a Câmara Municipal do Porto, através da Ágora — Cultura e Desporto, e a Associação Cultural de Músicos do STOP (ACMSTOP). O objetivo passa por aproximar a comunidade daquele que é considerado um dos mais importantes centros de criação musical do País, ao mesmo tempo que devolve os coretos à sua vocação original como espaços de encontro entre artistas e público.
“O STOP é um dos ecossistemas mais singulares da criação musical em Portugal e na Europa. Com este ciclo, abrimos um novo espaço na cidade à sua participação, enquanto levamos músicos a animar lugares públicos de grande valor afetivo, patrimonial e simbólico”, sublinha Jorge Sobrado, vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto.
Depois do concerto inaugural dos Orbital Slave, um power trio de rock com uma formação pouco habitual que alterna entre dois baixistas em palco, o ciclo prossegue já a 25 de julho, no Coreto do Marquês, com os Viledög e o seu thrash e groove metal.
Ao longo de agosto, a programação passa pela Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal, onde atuam os Mr Big Johnny & the Citizen Blues (1 de agosto), segue para o Coreto da Cordoaria com os Esquizofonia (8 de agosto) e regressa ao Passeio Alegre para receber os Varizes (15 de agosto). A Cordoaria volta a acolher o projeto Diabo a 4 (22 de agosto), enquanto o Coreto de São Lázaro recebe os Trasgo (29 de agosto).
O encerramento está reservado para setembro. No dia 5, os Lyzzärd levam o seu hard rock ao Passeio Alegre. Uma semana depois, a 12 de setembro, o ciclo termina no Coreto de São Roque — um dos mais pequenos do mundo — com a atuação dos Enxerto Colectivo, dupla de punk rock experimental conhecida pelas suas atuações intensas.







