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Este quartel abandonado do Porto foi invadido por obras de arte urbana

14 artistas e 14 paredes: a Baluarte decorre no Quartel de Monte Pedral, até ao próximo domingo, 1 de outubro.
A mostra é composta por murais artísticos.

Localizado na Rua da Constituição, o Quartel de Monte Pedral celebra uma arte que, sendo urbana, é de todos. Este é o mote da Baluarte, a mais recente exposição de arte urbana na cidade do Porto. Inaugurada no passado sábado, 16 de setembro, a mostra estende-se até ao próximo domingo, 1 de outubro.

O Monte Pedral é um dos locais mais ligados à história não só da cidade, mas do nosso País. Nele estavam instaladas as defesas da cidade, constituídas por redutos liberais que durante o período conhecido pelo Cerco do Porto, defenderam a cidade e o rei legítimo que aqui se barricou entre 1832 e 1834. Ao longo dos últimos séculos, o Quartel que carrega todo o passado da cidade, ficou esquecido e reduzido a pó.

Todavia, nas últimas semanas foi palco de um movimento pouco habitual. Aquele portão verde, outrora fechado, abriu portas a artistas e equipas de manutenção. Ao todo foram 14 paredes, trabalhadas por 14 artistas, com os trabalhos a decorrerem a diferentes ritmos. 

Poderão ser encontradas obras de arte urbana dos artistas Mura, de Hazul, Rafi, Arisca e Costah, que de latas na mão, pintaram em conjunto a parede do espaço onde decorrerá parte da programação paralela da Baluarte. Mais ao fundo, Godmess, “salpicou” com cores um conjunto de pequenos círculos, deixando a sua marca por todo o recinto. Dub, Mariana PTKS, Rasoal, Tomás Facio, Oaktree, Mr Dheo, MrKas e MynameisnotSEM também participaram na primeira edição deste festival de arte urbana.

O espaço foi ocupado por 14 artistas que rapidamente transformaram aquele local abandonado na sua casa. Conheceram os cantos, recantos e paredes daqueles edifícios e não perderam a oportunidade de pintar um espaço que estivesse em branco. A exposição decorre ao longo de três fins de semana entre as 10 e as 19 horas. A entrada é livre e haverá oficinas, conversas e sessões de DJ set a partir das 15 horas, num programa paralelo que complementa a mostra.

Aos sábados, pelas 15 horas, estão marcadas conversas sobre e para a arte. Durante cerca de uma hora, haverá tempo para abordar temas desde a arte no feminino, a produção da arte urbana, a ligação com as cidades e a arte urbana e o Direito.

No sábado, 23 de setembro, das 10h30 às 12h30, há um workshop de paste up, dirigido pela artista Arisca e no dia seguinte, domingo, 24, há uma oficina de lettering por Seka. Já no sábado, 30, a artista Mura coordena uma oficina de pintura botânica e, no domingo, 1 de outubro, Mariana PTKS encerra o festival com uma oficina de iniciação à técnica da pintura com spray. Ainda poderá aproveitar uma visita guiada, que acontece todos os fins de semana, às 11 ou às 16 horas.

Em seguida carregue na galeria para conhecer alguns dos murais que compõem este festival. E se quiser passar por lá, não se esqueça que a estação de metro do Marquês fica a poucos metros do local.

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