cultura

Há um novo espaço no Porto que o leva aos clubes de Berlim sem sair da cidade

O Central Club Porto abriu em dezembro e pretende tornar-se uma referência no panorama da música eletrónica internacional.
Fica na Avenida dos Aliados.

Falamos de um edifício histórico do século XVIII que já serviu de casa para outros clubes de dança e música no Porto, como o extinto Boulevard. Em dezembro do ano passado, o número 62 da Avenida dos Aliados, renasceu com um novo conceito de diversão noturna pela mão da agência RDZ: o Central Club Porto.

“O grande objetivo do Central é proporcionar as experiências que clubes famosos de Madrid, Barcelona, Paris, Berlim e Amsterdão oferecem. As pessoas já não vão ter de viajar para outras cidades à procura de uma linha musical atrevida e surpreendente”, começa por explicar Ruben Domingues, responsável pelo projeto, acrescentando: “Trata-se de um projeto de pessoas do Porto, para o Porto e do Porto para o mundo. Queremos proporcionar uma experiência que valha a pena conhecer”.

Assim que entramos no espaço, o design é o que salta mais à vista. Tudo foi pensado ao pormenor por Ruben e a sua equipa, que conta com anos de experiência na gerência de clubes, eventos e criação de projetos como o Festival Elétrico, tendo estado 13 anos à frente do clube Industria, que se já encontra encerrado.

“Uma das maiores motivações por detrás do Central era a sua localização, algo que o Industria não tinha e que tornava este projeto mais desafiante. Quando demolimos a antiga casa que cá estava, reparámos no verdadeiro potencial do espaço. Demorou quase um ano até conseguir desenvolver o que queria, mas valeu a pena”, admite.

Assim que avançamos para o interior do edifício, deparamo-nos com uma escadaria estreita, escura e vagamente iluminada por luzes led às cores. De seguida, na porta do clube, somos confrontados com o mote do espaço, que convida as pessoas a divertirem-se e terem uma experiência de música eletrónica nunca antes vista na cidade. 

O Central Club tem três espaços, desenhados de raiz pelo Atelier Sérgio Rebelo. Uma área lounge, onde as pessoas podem estar mais descontraídas, sendo que o bar está orientado no sentido da pista de dança. As casas de banho são outro espaço de convívio, com um mini bar de shots de tequila incorporado. Tetos altos, janelas de vidro, linhas limpas e modernas compõem uma nova arte e decoração contemporânea que, através do concreto e de cores escuras como vermelho e cinza, criam a identidade do espaço.

O grande foco passa por celebrar a abrangência e o universo que a música eletrónica tem para oferecer. “No Porto, sobretudo no centro, é difícil encontrarmos espaços que trabalhem unicamente a música eletrónica. Os poucos que o fazem direcionam-se para um nicho muito específico e nós queremos trabalhar um estilo mais eclético, nada de hard techno, mas antes algo mais equilibrado e central, tal como a localização”, explica Ruben de 39 anos.

Quanto aos preços praticados, pode sempre fazer a compra online dos bilhetes, que têm um custo de 10€ normalmente. Se preferir, pode adquirir o bilhete à porta, sendo que o preço sobe para 15€. 

“Os preços não vão variar muito entre estes valores, mas também vai depender dos artistas convidados, sendo que se recebermos músicos de outro patamar, como é de esperar, os preços serão mais elevados e poderá também existir um limite de bilhetes, até porque não queremos o espaço demasiado lotado. Facilmente, o Central poderia receber mil pessoas, mas não queremos ultrapassar as 600 para proporcionar uma experiência imersiva a 100 por cento, onde as pessoas possam movimentar-se, dançar à vontade e ter contacto com os DJ convidados”, acrescenta.

A curadoria musical também é feita por Ruben, com a ajuda de uma equipa de residentes, fundamental para o posicionamento do clube. A ideia é incentivar o talento nacional enquanto também serve de palco para grandes nomes internacionais, contribuindo para introduzir o Porto na cena musical eletrónica mundial. Ogazón, Kyle Hall, Josh Wink e Rui Vargas, Diana Oliveira, Tiago Carvalho e David Moreira são alguns dos nomes que os clientes podem esperar.

A área lounge.

Por outro lado, o bar do espaço dispõe de um alargado serviço premium de bebidas, que vai desde os cocktails aos vinhos, passando pelos destilados e espumantes. Poderá encontrar Hendrick no gin por 10€, Beldevere no vodka por 10€, Brugal Extra Viejo 8 anos no rum por 12€, mojito e vinho do Porto por 10€ ou um copo de Moët & Chandon por 20€.

Este fim de semana, Nicolas Lutz e Tiago Carvalho atuam na sexta-feira e Moullinex e Sérgio Rebelo no sábado. Os DJ sobem ao palco a partir da meia-noite, horário de abertura do espaço.

Os bilhetes para este fim de semana ainda estão disponíveis online. Custam 10€. Pode acompanhar as redes sociais do Central para ficar a par dos convidados das próximas semanas. A estação de metro dos Aliados deixa-o mesmo à porta do novo espaço cultural da cidade.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Avenida dos Aliados, 62
    4000-196 Porto
  • HORÁRIO
  • Sexta-feira e sábado das 0h às 6h

MAIS HISTÓRIAS DO PORTO

AGENDA