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Já há datas para a edição do Primavera Sound Porto 2025

O festival vai regressar ao Parque da Cidade, após ter batido recordes por bons e maus motivos.
Está de volta em 2025.

Após a edição “mais audaz de sempre”, marcada pelo melhor e pelo pior — foi o ano em que receberam mais pessoas num só dia no Parque da Cidade e em que mais concertos foram cancelados —, o Primavera Sound Porto vai regressar em 2025. O festival anunciou na tarde de sábado, 8 de junho, as datas para a nova edição: 12, 13 e 14 de junho.

A organização fez também uma projeção do número de pessoas que marcaram presença no Parque da Cidade ao longo dos três dias: foram mais de 100 mil pessoas. A noite mais concorrida foi a de sexta-feira, dia em que atuou Lana Del Rey e que, em contrapartida, foram cancelados os concertos no Palco Vodafone por motivos de segurança na montagem das estruturas.

O risco de aluimento parcial por excesso de peso, foi a razão apresentada para a inoperacionalidade da segunda maior infraestrutura do festival, que ia receber espectáculos dos Justice, The Legendary Tigerman, Classe Crua e Mutu, adianta o “Jornal de Notícias”.

“O erro de cálculo entre a capacidade de suporte do palco e a quantidade de material técnico aportada para a atuação da banda francesa Justice, cuja nova tour contém armações e materiais de luz e som mais pesados, conduziu à anulação naquele local dos quatro espetáculos programas para o dia”, explicam. A juntar a tudo isto, houve também a quebra de pelo menos um cabo de segurança no palco. 

Em 11 anos de festival, o cartaz completo de um dos palcos nunca tinha sido cancelado. Dois dos quatro espetáculos acabaram por ser reagendados. Mutu, cuja atuação estava marcada por volta das 17 horas, tocou na mesma noite no palco Super Bock. Já The Legendary Tigerman subiu ao palco principal no sábado para substituir Ethel Cain, que cancelou o espetáculo horas antes.

Os Justice, contudo, que prometiam um enorme espetáculo, não chegaram mesmo a atuar Primavera Sound Porto — uma decisão que está a gerar muitas críticas nas redes sociais. Muitos questionam a possibilidade de devolução do bilhete e recuperação do valor pago (custa 75€), mas, segundo os termos e condições gerais definidos pelo promotor do festival, Pic-Nic Produções SA, não haverá restituição de qualquer valor.

“Só haverá direito a reembolso em caso de cancelamento do evento”, lê-se num dos pontos. “Independente do tipo de bilhete adquirido, o evento só se considera cancelado se for suspensa mais de metade das atuações programas”, o que não é o caso, uma vez que, dos 48 artistas programados, só quatro foram cancelados.

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