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Livraria Lello poderá ser classificada como monumento nacional

A proposta já foi apresentada em Diário da República e o resultado deverá ser conhecido no próximo mês.
Fotografia de Filipa Brito para Porto.

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) propôs a Livraria Lello Irmão para a classificação como monumento nacional. Agora, decorrerá um período de 30 dias úteis para consulta pública.

O projeto proposto pela (DGPC) e pelo seu responsável, João Carlos dos Santos, foi publicado esta quarta-feira, 5 de janeiro, em Diário da República, pelo que se inicia assim o período legal de consulta pública. Durante estes dias, os interessados deverão apresentar as suas observações à Direção Regional de Cultura do Norte, que terá 15 dias úteis para pronunciar-se a esse respeito.

A Livraria Lello está classificada como monumento de interesse público desde 2013 pelo que, neste caso, se tudo correr como esperado será reclassificada como monumento nacional.

Inaugurada em 1906, a livraria tem sido um dos locais mais populares entre os turistas que visitam o Porto sobretudo nos últimos anos, sendo habitual ver longas filas à sua porta — a juntar às fotografias dos vitrais e das escadarias, que fazem sucesso nas redes sociais e entre os fãs de “Harry Potter”. Uma das suas mais recentes novidades é a sala dedicada a José Saramago, inaugurada em junho do ano passado.

“O edifício apresenta-se como ‘um dos mais importantes da arquitetura eclética portuguesa, integrando marcenarias e vitrais sem paralelo no país’, sendo “um ex-líbris’ da cidade”, refere a DGPC, notando que “ao seu valor arquitetónico e artístico acresce a importância cultural que tem assumido de forma contínua ao longo do tempo, bem como o seu excelente estado de conservação, a autenticidade e exemplaridade da estrutura e da decoração e a merecida fama internacional de que desfruta”, aponta ainda a autarquia no seu site.

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