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Morreu Alexandre Amorim, conhecido músico de rua do Porto

Foi fundador dos Pippermint Twist e um dos protagonistas do documentário "Por Detrás da Moeda", de Luís Moya. Tinha 65 anos.
O velório decorreu este domingo na Igreja da Lapa.

Alexandre Amorim, um dos mais carismáticos, antigos e conhecidos músicos de rua do Porto, morreu na passada quarta-feira, 22 de maio, sentado num banco de jardim da Praça da República. Tinha acabado de completar 65 anos, no passado sábado, 18 de maio. A notícia foi avançada pelo Cine-Clube de Avanca e, até à data, desconhecem-se os motivos do falecimento. 

O velório decorreu no passado domingo, 26 de maio, na Igreja e no Crematório na Igreja da Lapa, muito perto do coração da cidade. O músico foi um dos fundadores dos Pippermint Twist, grupo que, nos anos 80, partilhou o top de vendas com os Xutos & Pontapés e foi ainda um dos protagonistas do documentário “Por Detrás da Moeda”, de Luís Moya.

“Só quem privava com o Alex ou assistiu ao filme, sabe e conhece o grande homem que o mundo perdeu. Um verdadeiro artista com um grande coração, genuíno em todos os sentidos, que deixará muita saudade. Aprendi muito com ele, tanto como pessoa quanto no campo da música”, pode ler-se num post feito por Luís Moya na página de Facebook dedicada ao filme, acrescentando: “Que esta homenagem e as boas memórias fiquem para sempre eternizadas no meu filme. Estará agora no céu com a sua guitarra a dar música a todos que lhe querem o bem”.

“Por Detrás da Moeda” estreou no Fantasporto 2020, poucos dias antes da chegada da pandemia a Portugal. Foi exibido, pela primeira vez, com uma estrondosa salva de palmas no Rivol, tendo sido o primeiro filme português a ser distinguido com o Prémio do Público do Fantasporto. O filme foi para salas de cinema, em 2022, sendo produzido pela Filmógrafo e o Cine Clube de Avanca, e premiado em festivais de cinema no Brasil, Botão, Estados Unidos da América, Índia, Itália, México e Reino Unido. 

Nesta produção, Amorim faz-se acompanhar da sua guitarra e da sua voz rouca, passando pelo filme (e pela cidade) como “um vento de liberdade e paixão”. O filme conta com as colaborações de Nuno Norte e o baixista Miguel Cerqueira, fundador dos “Trabalhadores do Comércio”. Rodada na cidade do Porto, que se ergue como um grandioso cenário, a longa-metragem é um tributo à cidade a aos seus músicos de rua. 

No filme de Luís Moya, “Alex” tem uma marcante e emotiva presença no ecrã, com um sorriso rasgado, humilde, genuíno, criando uma forte ligação com os espectadores, despertando empatia e emoção. “A memória de Alex viverá sempre neste filme, onde ele continuará livremente a tocar, cantar e sorrir”, afirma a organização do Cine Clube de Avanca. 

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