Pedro Guimarães nasceu e cresceu no Porto, entre os bairros populares e as paisagens urbanas que marcam o seu universo visual. Apesar de ter começado por trabalhar em áreas como design e publicidade, encontrou na pintura a sua verdadeira forma de expressão. Autodidata e movido por uma curiosidade inquieta, começou por pintar em pequenos cadernos e paredes de casa, até que uma exposição improvisada num café local despertou a atenção de colecionadores, pelas figuras intensas que marcam o seu trabalho.
O artista plástico de 51 anos é o protagonista da 17.ª exposição temporária “Alma sobre Clérigos”, inaugurada a 10 de julho, na Torre e Museu dos Clérigos. Conhecido pela abordagem humanista da pintura figurativa, Guimarães convida o público a “experienciar a intersecção entre o olhar do criador, do observador e o espaço que os une”. A mostra pretende refletir a inquietação criativa do artista, cruzando desenho, pintura e técnicas diversas, desafiando a perceção.
Desde 2014, o edifício monumental é também um museu, que acolhe exposições temporárias e eventos culturais. Como salienta o Padre Manuel Fernando, “receber Pedro Guimarães na Torre dos Clérigos é mais do que acolher uma exposição, é antes permitir que uma marca do Norte, com visão global, possa deixar aqui um sinal da sua passagem e da sua época”, defende.
A mostra “Alma sobre Clérigos” reúne um conjunto de obras de grande dimensão, criadas especificamente para dialogar com o espaço da Torre dos Clérigos, num ambiente onde arte e espiritualidade se cruzam. As pinturas — cerca de uma dezena — destacam-se pela exploração de contrastes entre luz e sombra, com uma paleta vibrante, pinceladas energéticas e elementos figurativos e abstratos.
A exposição pode ser visitada diariamente, até 30 de setembro, entre 9 e às 19 horas. O acesso está incluído no bilhete para a Torre e Museu, que pode ser comprado no local ou online, por 10€.







