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O documentário da Netflix que está a horrorizar toda a gente: “É doentio e desolador”

"A Rapariga da Fotografia" parte de um pequeno crime para uma história perturbadora. Estreou a 6 de julho e já é um dos mais vistos.
É assustador

Maio de 1990. Uma jovem mãe é atropelada e morre. Sobrevivem-lhe o marido e o filho. A notícia tem honras de noticiários locais — e pouco mais. Parece um início pouco auspicioso para um documentário criminal da Netflix, mas a verdade é que “A Rapariga da Fotografia” fez a sua estreia a 6 de julho e rapidamente escalou o top dos mais vistos. E segundo os comentários e críticas, é também um dos mais perturbadores que já passaram pela plataforma.

Acontece que o nome dado à vítima de atropelamento era falso. Afinal, o marido não era bem o seu marido. E teria sido mesmo atropelada? A sucessão de revelações acontece a uma velocidade avassaladora, sobretudo porque se trata apenas de um filme documental com pouco mais de uma hora e 40 minutos. O suficiente para deslindar uma história bizarra que se prolonga durante décadas.

A história real é mais uma incrivelmente desencantada por Skye Borgman, o realizador que nos trouxe, em 2017, outro cenário tenebroso em “Abducted in Plain Sight”. Nele, Borgman relata os sucessivos raptos e abusos de um homem a uma vizinha adolescente.

Desta vez, o norte-americano socorreu-se da investigação de Matt Birkbeck, passada para livro na obra “A Beautiful Child and Finding Sharon”. O jornalista de investigação é, aliás, o grande herói do filme, o homem que conseguiu encontrar todos os segredos.

A sinopse é pouco ou nada reveladora. “Uma mulher encontrada na berma da estrada, deixa para trás um filho e um homem que diz ser seu marido — e um mistério que se desenrola como um pesadelo”, pode ler-se.

“O documentário é espantoso, horrendo, fascinante e complexo”, escreve o crítico Richard Roeper. “É, discutivelmente, a história de crime real mais labiríntica que alguma vez vão ouvir.”

“‘A Rapariga da Fotografia’ não salta nem pouca quaisquer detalhes obscenos, mas também não permite que o vilão defina a história”, assinala Noel Murray. “Primeiro, a história é fascinante. Depois torna-se vertiginosa. Rapidamente fica doentia e, eventualmente, parte-nos o coração”, resume Christy Lemire.

“A Rapariga da Fotografia” está atualmente no terceiro lugar do ranking dos mais vistos, na categoria de filmes, na Netflix.

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