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Os melhores bateristas do mundo estão de volta ao Porto para mais um Drum Show

Eloy Casagrande, Eric Moore, André Silva, Vicky Martins são alguns dos convidados para um espetáculo a solo na Alfândega.
O maior evento de bateristas do País.

A Alfândega do Porto recebe nos próximos dias 28 e 29 de outubro, sábado e domingo, a quinta edição do Drum Show, um espetáculo que tem como missão educar através da música. Nos últimos anos, a iniciativa tem vindo a ganhar uma maior dimensão, com um crescimento de mais de 40 por cento todas as edições, transformando-se num dos eventos mais importantes da Europa. Mais de 40 por cento dos visitantes são estrangeiros, oriundos de países como Itália, Inglaterra, França, Espanha, entre outros.

O fundador e produtor do Drum Show acredita que ao longo destes últimos cinco anos, a iniciativa trouxe de volta ao País algo que desde há muitos anos se tinha perdido, no que toca a eventos musicais, exposições de instrumentos e puro entretenimento musical para todos.

“Fizemos renascer o contacto do público com as empresas nacionais e internacionais, permitindo o contacto com criadores, construtores de instrumentos, ver de perto todas as novidades desta indústria e conseguimos isso tudo graças ao apoio de muita gente, mas principalmente pelo facto de termos conseguido fazer deste evento algo muito divertido, com momentos de entretenimento incríveis. As pessoas que já o visitaram, adoram este evento”, afirma.

À NiP, Hugo Danin, um dos mais conceituados bateristas do País, revela ter um cartaz com alguns dos mais reconhecidos músicos da atualidade internacional, como Eloy Casagrande, baterista da famosa banda Sepultura, Eric Moore, um dos músicos de Eros Ramazzoti, Antonio Sanchez, músico de Pat Matheny, por exemplo, ou Virgil Donati. Entre os portugueses, destaca Andre Silva, que já tocou para os Calema, Carolina Deslandes e Bárbara Bandeira e Vicky Martins, que já esteve em palco com Marisa, Cuca Roseta e Aurea.

 
 
 
 
 
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Ao todo, são seis artistas internacionais e dois nacionais no palco principal e mais dez artistas nacionais e internacionais da Zona de Educação, espaço dedicado a demonstrações e conceitos mais pedagógicos. “A primeira premissa para a realização de um evento desta dimensão prende-se com a paixão e espírito de missão que temos de ter com a comunidade, com a música, educação, com o facto de sentirmos claramente que estamos a construir algo com o intuito de dar às pessoas eventos onde se possam sentir bem, aprender, conviver, contribuir para a qualidade artística, formativa, intelectual e cultural de todos”, comenta o professor, músico e produtor de eventos, de 46 anos.

Acrescenta ainda que a produção e “desenho” de eventos desta dimensão é algo que leva anos a construir, com muitas viagens e visitas a eventos similares para ter a capacidade de “vender” a ideia. “Tento perceber o que se está a passar a nível mundial em relação aos artistas e o seu impacto na comunidade. Depois tento construir um cartaz o mais eclético possível, onde todas as tendências musicais possam estar incluídas e, de certa forma, poder proporcionar ao público momentos diferenciados”, explica.

O evento conta ainda com um espaço onde o público poderá ter o seu próprio momento a solo, “subir” ao palco e tocar bateria, mesmo não sabendo, a organização do Drum Show garante que será uma experiência única, divertida, que trará à luz o ritmo que vive em cada um. 

No segundo e último dia do espetáculo, 28 de outubro, vai haver um concerto com o lendário Billy Cobham, que irá apresentar um dos álbuns mais significativos da sua carreira assim como de toda a comunidade musical. Se não quiser perder este espectáculo, saiba que a estação de metro de São Bento fica próxima da Alfândega.

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