cultura

Pedro Abrunhosa acusa Bloco de Esquerda de plágio — e acaba criticado

O artista apelidou o slogan campanha do partido de "chico-espertice" e já recorreu à Sociedade Portuguesa de Autores.
A polémica instalou-se.

“Fazer o que nunca foi feito.” O slogan, que faz parte da campanha eleitoral do Bloco de Esquerda (BE), pode ser lido em cartazes que estão a ser espalhados pelo País, antecipando as eleições legislativas, a 10 de março. Se para muitos portugueses é apenas mais propaganda política, o mote acabou por gerar controvérsia.

Após a colocação dos primeiros outdoors, o cantor Pedro Abrunhosa acusou o partido liderado por Mariana Mortágua de plágio. Em causa, está a “apropriação indevida de propriedade intelectual alheia” de uma das duas canções — intitulada “Fazer O Que Ainda Não Foi Feito”. O artista pediu ainda aos advogados que notificassem o BE para “imediata retirada da frase”.

“Não será preciso ser um génio para associar de imediato o dito à minha canção”, começou por escrever o músico na sua página de Instagram. Na publicação, acompanhada pela imagem de um cartaz do partido, apelidou a escolha do slogan de “chico-espertice” e afirmou que a ideia partiu de “alguém muito pouco criativo”.

Na mesma nota publicada esta sexta-feira, 16 de fevereiro, Abrunhosa adianta que não vota nos bloquistas e que, mesmo se tivesse existido uma solicitação de autorização por parte do partido, “teria sido prontamente recusada”.

“Qualquer partido com aspirações governativas tem que assegurar uma honestidade intelectual blindada, nomeadamente face à capacidade criativa dos cidadãos e ao direito autoral conforme consagrado na lei”, conclui, reforçando que os representantes legais já abordaram a Sociedade Portuguesa de Autores.

A partilha de Abrunhosa acabou por gerar várias críticas à sua posição, com os comentários a apontarem que a frase e o título do tema não são idênticos. Entre dezenas de reações negativas à publicação, vários seguidores sublinham que o músico “não é o dono da língua portuguesa”.

“Quer dizer que nunca mais posso dizer ‘o bacalhau quer alho'”?, pode ler-se noutro comentário, em tom de brincadeira. “O melhor é notificar já todos os falantes de língua portuguesa, vivos e falecidos” ou “então se eu disser ‘vamos fazer o que nunca foi feito’ vou ter que pedir autorização?”, foram outras das respostas.

 
 
 
 
 
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