A nova exposição de Serralves parte de um diálogo direto entre obras de Joan Miró e artistas contemporâneos. Essa relação entre gerações e linguagens é o elemento que distingue “Afinidades Eletivas: Joan Miró e a Arte Contemporânea na Coleção do Museu de Serralves”. Inaugurada na passada sexta-feira, 13 de fevereiro, a mostra pode ser visitada até 10 de janeiro de 2027, na Casa de Serralves.
A exibição reúne 24 trabalhos da Coleção Miró e 53 obras da Coleção de Serralves. Inclui pintura, desenho, colagem, escultura e têxtil. Participam artistas de vários países, como Alemanha, Estados Unidos, Itália, Suíça, China e Portugal. Entre os portugueses estão Helena Almeida, Júlio Pomar e Nikias Skapinakis. Entre os internacionais surgem nomes como Antoni Tàpies, Dieter Roth e Robert Morris.
A exposição tem curadoria de Robert Lubar Messeri e está organizada em nove capítulos. O percurso acompanha transformações da arte moderna e contemporânea a partir das décadas de 1960 e 1970, período central na obra de Miró, com algumas referências anteriores. O objetivo passa por mostrar relações, associações e contrastes entre artistas de diferentes épocas.
Com um acervo de 85 obras, a Coleção Miró pertence ao Estado português. Está cedida ao Município do Porto por 25 anos desde 2019 e permanece em depósito na Fundação de Serralves, responsável pela conservação e apresentação pública.
O bilhete geral custa 24€ e dá acesso a todos os espaços da fundação, incluindo museu, parque, Casa de Serralves, Casa do Cinema Manoel de Oliveira e Treetop Walk. A exposição abre diariamente a partir das 10 horas.
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