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Torre medieval vai receber o novo laboratório de cinema analógico do Porto

O espaço, na zona da Ribeira, foi cedido pela autarquia e estará acessível ao público.
Fotografia de Filipa Brito para Porto.

Fica na Ribeira o futuro Laboratório de Cinema da Torre. O anúncio foi feito pela própria Câmara Municipal do Porto, que cedeu o edifício onde ficará instalado.

O edifício que fica entre os números três e cinco da Rua de Baixo e a Viela do Buraco, na zona do Barredo, é uma torre medieval que não era utilizada para servir o público há cerca de 15 anos. O projeto cultural “que adotará um modelo cooperativo e aberto ao público”, tem como objetivo o “enfoque na prática, experimentação, produção e formação no âmbito dos formatos analógicos de cinema”, como explicava a proposta do autarca, Rui Moreira.

Através disso, pretende-se fomentar a massa crítica e criativa especializada nesta área da cultura, facilitando o estudo, experimentação e conhecimento, bem como a utilização de materiais, preservando também o aparecimento de novos especialistas na cidade. O funcionamento tem previstas atividades tanto para profissionais como realizadores e artistas mas também para estudantes e público curioso sem formação na área.

“O laboratório de cinema experimental apresenta-se como uma oportunidade de expansão das atividades de programação no Batalha Centro de Cinema e de outras atividades de formação comuns acolhidas pelo Departamento de Cinema e Imagem em Movimento”, pode ler-se no site da autarquia.

A gestão do projeto será feita pela Laia – Cooperativa Cultural, uma cooperativa recente, criada por mulheres artistas da cidade. Será a ela que a Câmara atribuirá um apoio de 30 mil euros, ficando a cargo da cooperativa organizar as obras de reabilitação do edifício e devidas adaptações necessárias ao projeto.

“No contexto português não existe nenhum laboratório com este perfil, cooperativo ou associativo, e não lucrativo, que portanto pode ter um uso muito interessante para a classe de realizadores e artistas que trabalham com estes formatos”, sublinha o diretor artístico do Batalha Centro de Cinema, Guilherme Blanc.

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