Esqueça as grandes salas e festivais ao ar livre. Nestes espetáculos, os ambientes solenes das igrejas servem de pano de fundo a vozes celestiais. É essa a proposta do novo ciclo Musica Animae, que vai transformar algumas das igrejas mais emblemáticas do Porto em palco para concertos de música clássica, coral e contemporânea. A iniciativa estreia-se já este domingo, 17 de maio, e prolonga-se até dezembro, sempre aos domingos, com entrada livre.
Promovido pela Égide – Associação Portuguesa das Artes e com curadoria da soprano Carla Caramujo, o ciclo vai passar pela Igreja de São João Batista da Foz do Douro, pela Igreja de S. Miguel de Nevogilde e termina na Sé do Porto. “Mais do que um ciclo de concertos, Musica Animae propõe um percurso artístico e contemplativo, onde a música se afirma como veículo de transcendência”, sublinha Carla Caramujo.
O concerto de abertura acontece às 17 horas, na Igreja de São João Batista da Foz do Douro. O programa “No Céu e Na Terra – Vozes Celestiais” será interpretado pela Schola Cantorvm – Colegiada de Cedofeita, acompanhada por Nuno de Almeida e João Santos, num espetáculo centrado em vozes femininas e no instrumento orgue-céleste.
A programação continua a 14 de junho com “Ecos do Espírito”, um concerto para piano a quatro mãos por Lígia Madeira e Luís Duarte. Já a 12 de julho sobe ao palco “O Filho Pródigo”, com obras de Fernando Lapa e Claude Debussy, interpretadas por Carla Caramujo, Pedro Lopes, Carlos Nogueira e Tiago Matos.
Depois da pausa de verão, o ciclo regressa a 27 de setembro com “Senhora da Luz”, pelo coro Viana Vocale. A 25 de outubro será apresentada a obra “Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz”, de Haydn, na Igreja de S. Miguel de Nevogilde. Já em novembro (22) séra apresentado “25 Anos em Retrospetiva” com o Quarteto Vintage composto por Iva Barbosa, João Moreira, José Eduardo Gomes e Ricardo Alves. O encerramento está marcado para 20 de dezembro, na Sé do Porto, com o concerto “Advento”, interpretado pelo Coro de Pequenos Cantores de Esposende, formado por cerca de 80 miúdos.
Ao longo dos sete concertos, o repertório vai cruzar nomes como Haydn, Debussy, Schubert ou Rachmaninoff com compositores portugueses como Fernando Lopes Graça, Fernando Lapa e Vianna da Motta, numa programação pensada para dialogar diretamente com os espaços que a acolhem. Pode consultar a agenda de concertos online.
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