A BHOUT nasceu da junção improvável — e certeira — entre um mestre das artes marciais e um criativo do design. Em 2019, numa garagem, começaram a testar protótipos do que viria a ser o BHOUT Bag, um saco de boxe inteligente pensado para combater a elevada taxa de desistência no fitness com tecnologia e gamificação, tornando o treino tão envolvente como jogar um videojogo. À frente do projeto estão Mauro Frota, 48 anos, licenciado em Ciências do Desporto, com três décadas de prática em artes marciais e experiência académica na área do fitness, e Pedro Barata, arquiteto e designer, empreendedor com mais de 25 anos dedicados à criação de experiências e produto. Foi desta complementaridade — treino e desporto de um lado; arquitetura, UX e produto do outro — que emergiu a visão de um ecossistema que junta desporto, tecnologia e entretenimento.
A ideia partiu de uma constatação simples: quem nunca experimentou boxe (ou kickboxing, ou muay thai) enfrenta barreiras — receio de lesões, técnica, “não é para mim”. A BHOUT quis derrubá-las. “Criámos uma experiência segura, acessível e divertida, que retira obstáculos e mantém a essência dos desportos de combate”, explica Mauro. O resultado é “fitness com alma de videojogo”, como o próprio a descreve — uma sessão que trabalha corpo e mente, com música, luz e uma camada de jogo que torna o esforço viciante no bom sentido.
O foco do conceito é o BHOUT Bag: o primeiro saco de boxe inteligente do mundo, com sensores, visão computacional 3D e inteligência artificial a analisar cada golpe em tempo real. Cada impacto transforma-se em pontos, objetivos e conquistas, personalizando o treino para cada pessoa. Em 2023, esta inovação chegou mesmo às listas da revista “Time“ como uma das melhores ideias de fitness do ano — reconhecimento que ajudou a projetar a marca além-fronteiras.
Agora, a BHOUT acelera no Porto com a abertura do BHOUT Club Porto-Bessa — o sexto espaço da marca em Portugal — instalado no Estádio do Bessa. A inauguração aconteceu a 8 de setembro. A escolha não é inocente: o Bessa está no epicentro de uma zona vivida e bem servida, onde o público procura experiências de treino diferentes, tecnológicas e com comunidade. “O Porto é estratégico, dinâmico e com procura crescente por experiências inovadoras de fitness”, sublinha Mauro.
O novo clube foi desenhado como um videojogo onde se treina a sério. Há lounge para descompressão, o já habitual Coffee & Beer Club (sim, café e cerveja gratuitos para a comunidade), cabines de duche individuais e uma zona de Personal Training para prolongar o trabalho após as aulas. No estúdio principal acontecem as sessões com 15 BHOUT Bags e todo o ecossistema tecnológico da marca. A atmosfera é imersiva: som, luz e design envolvem quem treina e ajudam a manter o foco — e a motivação — do primeiro ao último round.
E como é uma aula? São 45 minutos que começam com um aquecimento e seguem para rounds intervalados de força e cardio, com técnicas de boxe, kickboxing e muay thai. No final, há sempre um momento de alongamentos e meditação. Tudo é guiado por um coach certificado BHOUT e pelos dados em tempo real do saco inteligente. A experiência foi pensada para todos os níveis: “Não é preciso ter qualquer base técnica; o BHOUT Bag adapta-se a cada pessoa e dá feedback em tempo real”, garante o cofundador. Talvez por isso, 70 por cento da comunidade seja feminina — um sinal de que a marca está a quebrar preconceitos no treino de combate.
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Relativamente ao preçário, a lógica é simples e flexível. As subscrições começam nos 39€ por mês, sem fidelização, com diferentes créditos mensais conforme a intensidade de treino que cada um quer. Quem preferir pode comprar packs avulso, a partir de 10€ por sessão. Para quem quer experimentar, existe o pack Try Us: uma sessão por 9,99€, com oferta de kit de luvas — para entrar no ringue sem desculpas.
A expansão no Bessa reforça a presença da BHOUT no Norte e soma-se aos clubes de Av. de Roma, Miraflores, Odivelas e Almada (Lisboa) e Laranjeiras — além, agora, do Porto — totalizando seis espaços em atividade. Novas aberturas estão a caminho: Lisboa-Oriente, Madrid e Boston estão previstas ainda em 2025, num modelo que combina unidades próprias com franchising. “Queremos chegar a mais pessoas e mercados, mantendo a qualidade e a imersão que definem a BHOUT”, refere Mauro, lembrando que o plano passa por uma rede sólida na Península Ibérica e a estreia nos Estados Unidos.
No fim do dia, este não é “apenas mais um estúdio de boxe”. É um novo verbo para treinar — com dados, jogo e comunidade. “A minha mensagem é simples: venham experimentar. Mais do que um treino, a BHOUT é uma comunidade e uma experiência que pode mudar a forma como olham para a atividade física.”
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