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Caos na Meia Maratona do Porto: desmaios e duas pessoas nos cuidados intensivos

Uma corredora foi ainda atropelada por uma mota da Cruz Vermelha. Organização está a preparar mudanças para 2027.

A edição deste ano da Meia Maratona do Porto ficou marcada por vários casos de exaustão, desidratação e desmaios. A prova decorreu na manhã de domingo, 13 de setembro, num dia em que as temperaturas se aproximaram dos 30 graus na cidade.

Apesar de a partida ter acontecido às nove horas, o calor intensificou-se durante a corrida, numa altura em que grande parte dos participantes ainda tentava completar os 21 quilómetros. Ao longo do percurso, vários atletas tiveram de abrandar ou parar devido ao cansaço. Nos casos mais graves, houve corredores que perderam os sentidos.

Duas das pessoas assistidas foram transportadas para o Hospital de São João, no Porto, onde permanecem internadas nos cuidados intensivos.

As sucessivas emergências obrigaram os participantes a abrir caminho para a passagem de ambulâncias e motas da PSP. Durante uma das intervenções, uma corredora foi atropelada por uma mota da Cruz Vermelha. A atleta e o condutor sofreram ferimentos ligeiros.

Os postos de abastecimento estavam instalados aos cinco, dez, 15 e 20 quilómetros. No entanto, perante as temperaturas registadas e o elevado número de participantes que se sentiram mal, a organização admite reforçar a distribuição de água nas próximas edições.

A corrida deverá também começar mais cedo em 2027, com a partida prevista para as oito horas. Entre as mudanças em análise está ainda uma possível redução do número de inscrições, devido à concentração de atletas em algumas das ruas mais estreitas do percurso.

A Meia Maratona do Porto costuma juntar milhares de corredores, entre atletas experientes e participantes que procuram apenas completar a distância. As inscrições para a edição deste ano tinham esgotado cerca de quatro meses antes da prova.

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