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Eles ligaram Porto e Gaia por uma corda — e atravessaram o Douro a 70 metros de altura

Um grupo de slackliners experimentou a proeza em dezembro e voltou a repeti-la. Manobra é ilegal e foi parada pelas autoridades.
Foto: @tomas.afonso.

A corda foi avistada pela primeira vez em dezembro, por altura do Natal, quando os primeiros registos fotográficos começaram a surgir de uma corda que ligava as Fontainhas, no Porto, à zona da Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia. Rapidamente se percebeu que não era apenas uma corda, mas uma nova travessia sobre o Douro — embora ilegal. 

O registo foi feito pela Slackline Porto e partilhada nas redes sociais da comunidade de praticantes, precisamente a 26 de dezembro. “Este Natal houve uma linha de 350 metros a cruzar o rio Douro e a ligar Porto e Gaia”, pode ler-se na publicação. A travessia arriscada, feita a 70 metros de altura, repetiu-se no passado fim de semana, relata o “Porto Canal”. As imagens espalharam-se pelas redes sociais e alertaram também as autoridades, que acabariam por obrigar à retirada do equipamento.

O que é, afinal, o slackline? O desporto surgiu em 1986, nos campos de escalada do Vale Yosemite, nos Estados Unidos, e depende sempre de uma fita flexível presa entre dois pontos estáveis, que podem ser estruturas, rochas ou árvores. Depois, os praticantes tentam percorrer a fita de um lado ao outro, entre movimentos arriscados e muito equilíbrio. 

Segundo o grupo responsável pela travessia, todas as medidas de segurança foram tomadas, sendo que os participantes estavam também devidamente presos à fita, revelaram em declarações ao “Porto Canal”. E se a maioria dos praticantes de slackline opta por espaços mais seguros, há quem prefira a versão extrema do desporto.

Existem várias sub-modalidade, como a soulline, para iniciantes a uma altura baixa, o iogaline, onde se treinam posições clássicas da meditação, o trickline ou o waterline, entre outros. Em todos estes podem ser praticados alguns “truques”, quando apenas a caminhada se torna demasiado monótona.

 
 
 
 
 
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Como se a prática do slacklining não fosse já radical o suficiente, há quem vá ainda mais além. Há quem arrisque travessias em altura ou em distância, levando a segurança ao limite. Chama-se extreme slacklining. 

Em 2022, Rafael Bridi quis percorrer o slackline mais alto do mundo,  a 1860 metros de altura. Mas contrariamente ao que ditam as regras, os dois pontos que seguravam cada ponta da highline eram tudo menos estáveis: deveria percorrer a distância entre dois balões de ar quente. 

O jovem de 34 anos cumpriu o desafio e bateu o record anterior de highline. o que lhe valeu um registo no Guinness World Records. Por sua vez, em 2019, em Kislovodsk, na Rússica, os alemães Friedi Kühne e Lukas Irmler percorreram uma highline de 975 metros de comprimento e 200 metros de altura.

Para tornar tudo mais arriscado, os dois slackliners fizeram o percurso vendados. São ainda hoje os recordistas mundiais de caminhada mais longa da modalidade, sem ver absolutamente nada.

 
 
 
 
 
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