Os estúdios de cycling têm-se tornado cada vez mais famosos entre os portugueses. Um dos principais objetivos é responder a alguns dos maiores desafios dos ciclistas, sobretudo os amadores. O risco no trânsito, as dificuldades de treino consistente ao ar livre devido às condições atmosféricas ou uma rede de ciclistas que motive, são alguns dos fatores. No passado dia 2 de janeiro, quinta-feira, o Porto ganhou um novo estúdio de ciclismo que combina tecnologia, gaming e treino imersivo.
O Cycling District nasceu da vontade de três amigos de criar um espaço mais imersivo, onde qualquer pessoa, mesmo amadora, poderá sentir-se dentro da própria Volta à França. Diogo Oliveira, Bernardo Pequito e Francisco Matos são os responsáveis e conheceram-se na licenciatura de Economia da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.
“A ideia surgiu da crescente paixão do Diogo pelo ciclismo. Durante a sua jornada enquanto amador, o sogro introduziu-o no universo do ciclismo virtual, o que lhe permitiu treinar de forma estruturada, prática e segura. Nessa experiência, apercebeu-se dos desafios que muitos ciclistas enfrentam e decidimos criar uma solução que resolvesse esses problemas”, começam por explicar os três sócios à New in Porto.
E acrescentam: “O que começou como um hobby, rapidamente se tornou numa paixão intensa e, pouco tempo depois, o Diogo tinha integrado uma equipa de ciclismo virtual e venceu três etapas numa simulação da Volta à França. Temos uma vasta experiência internacional em gestão de empresas, por isso, partilhamos a visão de criar algo pioneiro no mundo do ciclismo indoor — um espaço onde qualquer pessoa, dos iniciantes até aos atletas experientes, podem treinar e explorar a emoção de pedalar numa comunidade dinâmica e envolvente”.
Nesse sentido, o Cycling District pretende ser mais do que um espaço onde os aficionados por esta modalidade podem descobrir e testar os seus limites numa experiência de treino imersiva, mas antes um ponto de encontro para uma comunidade unida pela paixão pelo ciclismo. O estúdio está aberto há pouco mais de um mês, mas este compromisso de criar uma comunidade em torno do ciclismo está muito presente. Por exemplo, no dia 19 de janeiro, domingo, dez atletas femininas e masculinos juntaram-se para o primeiro Campeonato de Ciclismo Virtual do espaço.
O estúdio conta com 400 metros quadrados e bicicletas inteligentes, as mais precisas do mercado e as que melhor se assemelham às que são utilizadas no ciclismo outdoor profissional, o que ajuda a serem mais flexíveis para o treino dos atletas. As mesmas simulam inclinações, replicando a experiência de pedalar ao ar livre. Além disso, dispõem de ventoinhas controladas pela frequência cardíaca, podendo mandar rajadas de vento de até 40 quilómetros por hora e ecrãs gigantes que transportam os atletas para rotas reais.
Além dos balneários, cacifos e casas de banho, há um espaço de vending machines e uma sala de convívio. “As pessoas podem vir cá trabalhar antes ou depois do treino, o que dá bastante jeito. Este espaço tem como finalidade servir para a comunidade se juntar e assistir a competições e outros eventos de ciclismo e outras modalidades”, acrescentam.
O estúdio divide-se em duas salas. A primeira é uma sala de competição com dez bicicletas Wahoo Kickr, projetadas para competições virtuais em plataformas como Zwift, MyWhoosh e Rouvy — o que permite experimentar a adrenalina de corridas e desafios simulados. Este equipamento ajusta-se automaticamente para simular subidas e descidas, enquanto os ventiladores se regulam de acordo com a frequência cardíaca para evitar sobreaquecimento corporal. Cada atleta terá um ecrã de 40 polegadas, dando a sensação de que nos encontramos dentro do jogo.
A outra sala é em estilo anfiteatro, dispõe de 24 bicicletas AtomX e será dedicada aos treinos de grupo, guiados por especialistas em ciclismo indoor. A experiência é amplificada com música sincronizada e visuais dinâmicos num ecrã de 150 polegadas, criando uma atmosfera envolvente e motivadora. O sistema ajusta-se automaticamente à resistência das bicicletas para que todos os participantes tenham a mesma perceção de esforço, sem necessidade de ajustes manuais.
A juntar a isso, é disponibilizado ainda um ginásio funcional, para reforço muscular. O Cycling District conta com treinadores certificados e nutricionistas especializados na “ciência do desporto”. Estes profissionais estão prontos para ajudar os atletas a alcançar qualquer objetivo, seja perda de peso, melhoria cardiovascular, aumento de desempenho ou preparação para provas de ciclismo. Existem também programas específicos para recuperação de lesões e para quem tem limitações cardíacas.
Ver esta publicación en Instagram
A experiência da New in Porto
A equipa da NiP não resistiu à curiosidade e foi comprovar se, efetivamente, esta tecnologia de treino avançada reforça o espírito de comunidade. A experiência começa muito antes de chegar ao estúdio, porque é necessário fazer o registo na aplicação para telemóveis do espaço e reservar o horário pretendido da aula. É necessário ainda fazer o registo noutra plataforma virtual, a Intelligence Cycling, onde são pedidos dados como o género, data de nascimento, peso, altura, frequência de horas de cárdio por semana e se já tínhamos realizado ou não o cycling outdoor anteriormente.
Por se tratar da nossa primeira experiência, seguimos a recomendação que é dada a todos os curiosos que decidem realizar uma aula no estúdio pela primeira vez: chegar com, pelo menos, 20 minutos de antecedência, de forma a recebermos toda a informação necessária antes de começarmos a pedalar. É aconselhado, se possível, o uso de sapatos compatíveis com pedais SPD (normalmente usados nas aulas de cycling indoor ou em bicicleta de montanha) ou Look (para bicicleta de estrada). Caso contrário, e como foi o nosso caso, leve apenas sapatilhas desportivas confortáveis.
Uma vez na sala, fizemos login na plataforma virtual Intelligence Cycling, onde já tínhamos feito o registo prévio. Aqui, a ideia é que o treinador consiga adaptar as funcionalidades do treino às nossas condições físicas. Depois de termos feito também os ajustes necessários na bicicleta, como a altura do assento, fomos pedalar.
A aula tem duração de 50 minutos e inclui quatro blocos de intensidade média, intercalados com blocos de intensidade fácil para ajudar na recuperação. O objetivo neste tipo de treinos é fortalecer a nossa capacidade cardiovascular. No geral, o treino é bastante imersivo, graças ao ecrã de 150 polegadas onde são inseridos diversos cenários, o que ajudou com que a aula fosse mais envolvente — e que nos sentíssemos mesmo uns verdadeiros atletas de estrada.
As bicicletas inteligentes ajustam a resistência automaticamente, pelo que não há lugar para fazer batotas. No final, ainda recebemos uma pontuação pelo nosso desempenho, sendo que, para se tratar da primeira experiência, a equipa da New in Porto conseguiu uma pontuação de 100 pontos — isto significa que conseguimos atingir o nosso máximo.
Se procura uma nova forma de treinar e se desafiar, o Cycling District é o lugar onde pode promover pela sua saúde e bem-estar de forma envolvente e motivadora, independentemente do nível de experiência — no nosso caso, tínhamos apenas frequentado algumas aulas de cycling indoor, sem nunca ter a experiência do ciclismo de estrada.
O estúdio oferece uma flexibilidade de utilização que se adapta a todos os atletas e necessidades. Para quem tem uma agenda mais dinâmica ou está a começar no ciclismo indoor, não há obrigatoriedade de subscrição — podem ser adquiridos pacotes de aulas que começam nos 20€ por uma aula com validade de uso de três meses ou 50 aulas por 400€ com validade de um ano. Atualmente, existe um pacote de boas-vindas, disponível apenas para novos clientes, que lhe dá acesso a três aulas por 30€ e que pode usar num período de dois meses.
Para quem pretende incorporar o ciclismo no dia a dia, existe o Plano de Explorador, uma subscrição mensal a partir de 39€, ajustada ao nível de utilização desejado. Existem mais dois planos, o Entusiasta e o Competitivo, por 69€ e 99€ por mês, respetivamente.
Já para quem pretende um acompanhamento mais completo, há o Plano de Transformação — um programa de oito semanas que inclui orientação de um treinador de ciclismo, acompanhamento de um nutricionista e até sessões de treino funcional. O preço varia consoante os objetivos de cada atleta, porque o plano é personalizado a 100 por cento, para que possa atingir de forma rápida e eficaz objetivos como perda de peso, melhoria da saúde cardiovascular, aumento de desempenho ou recuperação de lesões.
Carregue na galeria para conhecer o novo estúdio de cycling do Porto.

LET'S ROCK






