Há espaços que se distinguem pela localização, outros pela estética ou pela oferta. E depois há aqueles que se tornam memoráveis pela experiência que criam. No caso do Cycling District, o fator diferenciador parece claro: não se trata apenas de fazer exercício, mas de entrar num ecossistema onde tecnologia, motivação e comunidade se cruzam para transformar o treino numa experiência imersiva e altamente personalizada. Talvez seja precisamente essa combinação que levou os leitores da New in Porto a elegerem o estúdio como Melhor Espaço FiT do Porto, na terceira edição dos Prémios NiP.
A votação decorreu entre 10 e 25 de dezembro, período em que os leitores foram convidados a escolher os projetos, espaços e novidades que mais marcaram a cidade ao longo do ano. Já em janeiro, a NiP dedica-se a revelar os vencedores — uma forma de dar palco às escolhas do público e celebrar o que de melhor se faz no Porto. Entre os eleitos está o Cycling District, um projeto recente, mas que já conquistou um lugar de destaque no panorama fitness da cidade.
“Receber este prémio logo no primeiro ano tem um significado enorme para nós”, começa por explicar Diogo Oliveira, um dos fundadores, à NiO. “É um reconhecimento externo que se soma àquilo que sentimos todos os dias no estúdio: que estamos a criar algo com impacto real na vida das pessoas.”
O prémio reflete os números concretos alcançados em 2025, ano de estreia do espaço. O Cycling District soma mais de 650 membros com planos ativos, 1.200 clientes únicos, 18.500 reservas realizadas e 328 mil quilómetros pedalados, que se traduzem em 844 mil calorias queimadas dentro do estúdio. Mas há um dado que a equipa destaca com particular orgulho: uma poupança anual estimada de mais de 250 mil euros ao Sistema Nacional de Saúde (SNS), associada ao aumento da atividade física regular dos seus membros.
“Isto reforça a nossa convicção de que a tecnologia, quando bem usada, pode ser uma aliada poderosa para criar hábitos sustentáveis de saúde e bem-estar”, sublinha Diogo. “Pode exigir alguma aprendizagem inicial, mas o que vemos é que mantém as pessoas motivadas por muito mais tempo.”
O Cycling District abriu portas no Porto no início de 2025 e nasceu da vontade de três amigos — Diogo Oliveira, Bernardo Pequito e Francisco Matos — criarem algo que respondesse a desafios reais dos ciclistas amadores. Os três conheceram-se na licenciatura em Economia, na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, e partilhavam a paixão pelo ciclismo, sobretudo na sua vertente virtual.
“A ideia surgiu da crescente paixão do Diogo pelo ciclismo”, explicam. Introduzido pelo sogro ao universo do ciclismo virtual, percebeu rapidamente como esta solução permitia treinar de forma estruturada, prática e segura, contornando obstáculos comuns como o trânsito, o clima ou a falta de tempo. O que começou como hobby evoluiu para algo maior — Diogo integrou uma equipa de ciclismo virtual e chegou mesmo a vencer etapas numa simulação da Volta à França.
Daí até à criação do Cycling District foi um passo. O objetivo era claro: criar um espaço pioneiro, onde iniciantes e atletas experientes pudessem treinar lado a lado, num ambiente imersivo e motivador. Mais do que um estúdio, o projeto assumiu-se desde o início como um ponto de encontro para uma comunidade unida pelo ciclismo.
Esse espírito sente-se nos 400 metros quadrados do espaço, equipados com bicicletas inteligentes de última geração, capazes de simular inclinações reais, ajustar resistências automaticamente e até gerar rajadas de vento até 40 quilómetros por hora, de acordo com a frequência cardíaca. Os ecrãs gigantes transportam os atletas para rotas reais e plataformas virtuais como Zwift, MyWhoosh ou Rouvy.
O estúdio divide-se em duas salas principais: uma de competição, com dez bicicletas Wahoo Kickr e ecrãs individuais de 40 polegadas, e outra em formato anfiteatro, com 24 bicicletas AtomX, dedicada a treinos de grupo guiados. A experiência é reforçada por música sincronizada, visuais dinâmicos num ecrã de 150 polegadas e um sistema que garante a mesma perceção de esforço para todos os participantes.
A oferta estende-se ainda a um ginásio funcional, acompanhamento por treinadores certificados e nutricionistas especializados em ciência do desporto, com programas adaptados a objetivos variados — da perda de peso à recuperação de lesões.
“O que mais nos surpreendeu foi a diversidade de perfis”, admite Diogo. “Temos desde ciclistas experientes até pessoas que nunca tinham andado de bicicleta na rua. O ciclismo indoor acaba por ser uma ferramenta acessível e eficaz para melhorar a saúde e o bem-estar.”
Depois de um primeiro ano marcado pela criação de comunidade e validação do conceito, o olhar está agora posto no futuro. “2026 será um ano de crescimento”, revela. Nos planos está a abertura em Lisboa, bem como o desenvolvimento de estúdios mais pequenos, pensados para zonas residenciais. O objetivo mantém-se: tornar o ciclismo indoor cada vez mais acessível, sem perder qualidade, e reforçar a ligação entre tecnologia, treino e bem-estar — dentro e fora do estúdio.
Com este prémio, os leitores da NiP parecem confirmar aquilo que já se sente a cada pedalada: o Cycling District não é apenas mais um espaço fit no Porto. É uma nova forma de viver o treino.
Carregue na galeria para conhecer melhor o Melhor Espaço FiT do Porto.

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