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Sintomas da Omicron parecem “mais leves”, diz médica que alertou para nova variante

Angelique Coetzee foi uma das primeiras profissionais sul-africanas a tratar pacientes infetados com a nova variante.
Nova variante ainda não foi detetada em Portugal

Foi a primeira médica a dar o alerta sobre os novos sintomas daquela que viria a ser identificada como a nova variante com origem na África do Sul. Angelique Coetzee, médica com mais de 30 anos de experiência, revela que os efeitos nos pacientes são “diferentes e mais leves”, quando comparados com outras infeções por Covid-19 que tratou.

Foram estas diferenças que lhe levantaram a suspeita de estar perante um novo tipo de infeção por Covid-19. Coetzee avisou as autoridades a 18 de novembro, depois de se deparar com uma família de quatro elementos, todos infetados.

“Apresentavam uma doença leve com sintomas de dores musculares e cansaço que se prolongava já há um ou dois dias”, revela ao “The Telegraph”. “Até ao momento, percebemos que os infetados [pela nova variante] não sofrem da perda de paladar e olfato. Podem apresentar uma tosse leve. Não existem sintomas proeminentes. Dos infetados, alguns estão atualmente a ser tratados em casa.”

Relata também o caso particular de uma criança de seis anos. “Tinha temperatura e uma frequência cardíaca muito alta. Ponderei interná-la, mas quando voltámos a falar com ela ao fim de dois dias, estava muito melhor.”

Ainda assim, Coetzee nota que todos os pacientes que tratou com a Omicron eram pessoas perfeitamente saudáveis e revela alguma preocupação sobre o efeito potencial em indivíduos mais velhos e com outras doenças.

“O que nos preocupa agora é quando os mais velhos e os não-vacinados forem infetados, o que poderá resultar em formas mais severas da doença”, conclui.

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