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Um dos iogurtes proteicos do Aldi vende-se como pãezinhos quentes — custa 69 cêntimos

O skyr tornou-se um fenómeno entre os que não abdicam de reforçar o consumo de proteína. É um sucesso de vendas.
É um caso de sucesso.

O skyr já dispensa apresentações. A receita islandesa criada pelos vikings há mais de 1100 anos, chegou a Portugal em 2017 e foi a loucura. Assim que os portugueses começaram a perceber os benefícios destes iogurtes não havia reposição que resistisse à elevada procura. Todos queriam provar os novos laticínios com muito pouca gordura e elevado teor de proteína. Resultado: estavam sempre esgotados.

O fenómeno parece não ter abrandado — é mesmo um dos produtos mais vendidos na cadeia de supermercados Aldi. E motivos que explicam este sucesso não faltam. “O skyr é feito com leite magro pasteurizado ao qual se juntam bactérias como a streptococcus e a lactobacillus, e uma enzima chamada renina”, explica à NiT a nutricoach Sónia Marcelo.

Desta mistura é apenas aproveitada a parte sólida. Isso faz com que a sua textura seja mais densa e nutritiva. Aliás, para fazer um skyr é necessário quatro vezes mais leite do que para um normal — característica que leva a recomendar a sua introdução na dieta de atletas, miúdos, grávidas e idosos — devido ao alto nível de cálcio.

Assim que os primeiros iogurtes este género chegaram aos supermercados nacionais, foi a loucura. Nas redes sociais, os relatos de pessoas que visitaram todas as lojas dos seus distritos e não encontravam um único à venda, multiplicavam-se. Os sortudos que iam às compras logo após uma reposição de stock açambarcavam várias embalagens para as semanas seguintes.

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É um dos iogurtes mais vendidos no Aldi

A versão da marca Milsani é muito parecida aos famosos iogurtes da Milbona à venda no Lidl, responsáveis pelo sucesso imediato da receita em Portugal, com a vantagem de ter um maior teor proteico. Cada embalagem de skyr natural (150 gramas) tem cerca de 150 calorias e 14 gramas de proteína (face aos 11 gramas do iogurte da marca concorrente) e custa 0,69€ — mais 10 cêntimos que o do Lidl. Não tem açúcar adicionado e é isento de matéria gorda.

É um dos iogurtes mais vendidos no Aldi. “Os nossos produtos proteicos, com destaque para os skyr , têm uma grande procura por parte dos nossos clientes”, avançou fonte oficial da cadeia alemã à NiT. Entre os vários benefícios destes lacticínios destacam-se os valores quase nulos de gordura, facilitarem o aumento de absorção de cálcio, minerais e vitaminas, e o facto de ajudarem a diminuir o risco de osteoporose, devido ao elevado teor de cálcio.

Além disso, ajuda a reduzir a atividade da bactéria helicobacter pylori — que causa infeções no estômago. Possui também um efeito probiótico, melhorando a microflora do intestino e o trânsito intestina. Isto é, “estimula o crescimento das bactérias responsáveis por inibirem a atividade de outras bactérias intoxicantes e perigosas”. Mas há mais: diminui o risco de cancro de cólon, estimula o sistema imunitário e diminui os níveis de colesterol.

Estes iogurtes são uma boa opção para comer ao longo do dia ou à ceia, sendo que podem ser consumidos simples, com canela ou frutos secos, fruta fresca, sementes ou coco ralado, por exemplo De acordo com Sónia Marcelo, para além do consumo em versão natural, o skyr também pode ser utilizado em molhos, receitas de bolos, smoothies e batidos, panquecas, patés e em sobremesas (para substituir as natas).

O da marca Milsani, que encontra à venda no Aldi, é apenas uma das várias opções feitas a partir da receita islandesa disponíveis nos supermercados nacionais. Carregue na galeria para conhecer mais algumas e os respetivos preços.

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