Durante mais de duas décadas, milhares de festivaleiros habituaram-se a seguir o mesmo caminho até ao antigo recinto em Vila Nova de Gaia. Este ano, o destino muda. O MEO Marés escreve um novo capítulo da sua história e estreia-se na Praia do Aterro, em Leça da Palmeira, onde entre 17 e 19 de julho vai receber alguns dos maiores nomes da música nacional e internacional. A mudança representa uma das maiores transformações da história do evento, que passa a contar com um recinto totalmente redesenhado, quatro palcos, novas zonas de lazer e uma localização à beira-mar que promete dar uma nova identidade ao festival.
A organização acredita que a mudança permitirá crescer nos próximos anos. “Este recinto é como que uma tela em branco”, afirma Jorge Lopes, CEO da organizadora do festival, a PEV Entertainment, acrescentando que o novo espaço cria “várias possibilidades de aproveitamento”, ao mesmo tempo que aumenta os desafios logísticos e abre caminho a futuras expansões. Embora a capacidade esteja fixada nas 38 mil pessoas por dia, o responsável admite que poderá aumentar nas próximas edições.
A edição de 2026 decorre entre sexta-feira, 17 de julho, e domingo, 19, com abertura diária do recinto às 16 horas e encerramento às três da madrugada. Além do Palco MEO, onde atuam os principais cabeças de cartaz, haverá também o Palco Super Bock, o Palco Sapo Comédia e o Palco Coca-Cola, distribuídos por um recinto onde não faltam restauração, mercado, gaming, roda gigante e várias ativações de marca.
O cartaz reúne alguns dos maiores nomes da música nacional e internacional. Na sexta-feira, 17 de julho, sobem ao Palco MEO os Dealema (18 horas), Myke Towers (19h30), Plutónio (21h30) e Da Weasel (23h30), que regressam ao festival acompanhados por uma orquestra dirigida por Rui Massena, recuperando o conceito “Da Weasel Goes Symphonic”. Pelo Palco Super Bock passam ainda Elisa, Bandidos do Cante, DJ Carolina Torres, entre outros artistas.
No sábado, 18 de julho, será a vez de Vizinhos (17h45), Diogo Piçarra (19h15), Seal (21h15) e James (23h30) assumirem o palco principal. Em paralelo, o Palco Super Bock recebe Joana Almeirante, Bluay e Insert Coin, entre outras atuações ao longo da tarde e da noite.
O último dia, domingo, 19 de julho, fica entregue a Soraia Ramos (17h45), Calema (19h15), Danny Ocean (21h15) e Ozuna (23h30), um dos artistas mais aguardados da edição. Pelo Palco Super Bock passarão ainda Edmundo Inácio, Deixem o Pimba em Paz e Kiko is Hot.
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Além da programação musical, o recinto foi pensado para proporcionar uma experiência mais completa. O mapa inclui uma ampla zona de restauração, a Ohana Market Street com várias bancas, MEO Lounge, merchandising oficial, espaço de gaming, roda gigante, posto médico, plataforma acessível para pessoas com mobilidade condicionada, sala de pausa e vários blocos de casas de banho distribuídos pelo recinto.
A organização recomenda que os festivaleiros planeiem antecipadamente a deslocação até Leça da Palmeira. Para quem optar pelos transportes públicos, haverá reforço da linha 5001 da UNIR entre Matosinhos Mercado e Leça (Farol), com frequência entre 15 e 20 minutos durante o período de maior afluência.
Para facilitar o acesso ao recinto, a STCP preparou ainda uma operação especial de transporte, em parceria com a Via Verde, que estará disponível gratuitamente nos três dias do festival, entre as 15 horas e as três da madrugada. O serviço inclui duas linhas de vaivém. A primeira estabelece uma ligação direta entre os Aliados, a Casa da Música e o recinto do MEO Marés. Entre as 15 e as 20 horas, os autocarros circulam de dez em dez minutos no sentido Aliados–festival. No regresso, entre as 23 horas e a meia-noite, a frequência será de cerca de 20 minutos e, da meia-noite às três da madrugada, passa para aproximadamente oito minutos.
A segunda linha funciona em circuito entre vários parques de estacionamento de Matosinhos e o recinto do festival, com uma frequência aproximada de oito minutos. O percurso inclui paragens na Infanta D. Mafalda, Arquiteto Fernando Távora, Mar Shopping, Leça Futebol Clube, Francisco Maia, Rotunda Exponor, Farol e Praia do Aterro, permitindo aos visitantes estacionar e completar o trajeto de forma rápida e gratuita.
Além desta operação especial, a linha 508 da STCP continua a ser uma alternativa para chegar ao festival. Quem optar por este percurso deverá sair na paragem Cabo do Mundo, localizada a cerca de sete minutos a pé da entrada do recinto. Quem viajar de comboio deverá sair em Campanhã, seguir de Metro até Senhor de Matosinhos e fazer ligação ao autocarro.
Já quem preferir levar carro poderá utilizar gratuitamente o parque exterior do Mar Shopping. A partir daí estará disponível um shuttle gratuito da Matrizauto, que fará viagens contínuas entre o parque e o recinto, entre as 15 horas e a uma da manhã, com partidas previstas a cada sete minutos.
O recinto foi igualmente preparado para receber pessoas com mobilidade condicionada. Existirá estacionamento reservado, entrada acessível, percurso adaptado, plataforma elevada junto ao Palco MEO, cadeiras de rodas e scooters elétricas disponíveis para empréstimo, oficina de pequenas reparações, interpretação em Língua Gestual Portuguesa durante os concertos do palco principal e coletes de vibração para pessoas surdas. Também haverá uma sala de pausa destinada a quem necessite de um ambiente mais tranquilo.
Antes de sair de casa, importa ainda conhecer algumas das principais regras do festival. Não será permitida a entrada com alimentos, bebidas, garrafas, latas ou capacetes, nem com máquinas fotográficas destinadas à gravação. A entrada é proibida a menores de seis anos e quem abandonar o recinto perde o direito de voltar a entrar com o mesmo bilhete.
Os bilhetes continuam à venda online e nas lojas MEO, embora a procura esteja elevada. Os passes gerais e o domingo já se encontram esgotados, enquanto os restantes dias têm disponibilidade limitada. Os bilhetes diários custam 50€ e o passe geral tinha um preço de 100€.








