Os tripulantes de cabine da easyJet aprovaram esta quarta-feira, 17 de setembro, greves para outubro e dezembro. A paralisação está marcada para os dias 2, 3, 4, 5 e 6 de outubro e 19, 20, 21, 22 e 23 de dezembro, com impacto previsto nas operações da companhia nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro.
Só na primeira fase da greve, estima-se que sejam afetados cerca de 500 voos com origem ou destino nas três bases portuguesas da companhia. “Os serviços mínimos serão posteriormente negociados”, conta uma fonte da empresa à “Lusa”, aqui citada pela “RTP”.
“Ainda não é possível saber” o impacto da paralisação prevista para dezembro, mas espera-se “que o número seja bastante maior”. A greve coincide com o período de Natal, altura em que a procura por viagens aumenta e as companhias aéreas reforçam a operação.
A decisão surgiu depois de uma assembleia-geral de emergência realizada na terça-feira pelos tripulantes de cabine da easyJet. O encontro serviu para discutir a situação laboral na empresa e avaliar formas de contestação. Antes da reunião, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) tinha admitido que “todas as hipóteses” estavam em cima da mesa.
O sindicato aponta vários problemas nas condições de trabalho dos tripulantes sediados em Portugal. Segundo o SNPVAC, estas “continuaram a deteriorar-se, apesar dos alertas do sindicato que a companhia aérea não atendeu”, diz à “Reuters”.
Entre as questões levantadas estão alterações frequentes nas escalas, alegado incumprimento do acordo coletivo de trabalho, diferenças no tratamento entre tripulantes e pilotos, problemas no planeamento das operações e pressão para a realização de horas extraordinárias devido à falta de trabalhadores.
Para já, os passageiros com viagens marcadas para os períodos abrangidos pela greve terão de aguardar pela definição dos serviços mínimos e pelos eventuais ajustes que a companhia venha a fazer à operação.







