Entre vinhas, trilhos e o som constante do rio Ovil, em Baião, há um refúgio no Douro que tem vindo a crescer de forma discreta ao longo dos últimos anos. O Lavandeira Douro Nature & Wellness nasceu numa quinta histórica e o projeto continua a evoluir: estão previstos novos alojamentos familiares, a renovação da adega com sala de provas e mais experiências para hóspedes.
A história do Lavandeira começou em 2008, quando Carlos Gomes e Alexandra Leite descobriram a propriedade da Lavandeira e decidiram transformá-la num refúgio ligado à natureza. Carlos Gomes nasceu em Baião e queria regressar à região. Tinha também outro objetivo antigo: produzir vinho. “Nunca tínhamos trabalhado na área do turismo. Quando chegámos aqui apaixonámo-nos pela paisagem, pela tranquilidade e pelo som do rio Ovil”, recorda o fundador.
Dois anos depois, em 2010, a casa senhorial da quinta abriu ao público com oito quartos. O projeto cresceu de forma gradual, com a aquisição de terrenos vizinhos e a recuperação de edifícios antigos espalhados pela propriedade. “O objetivo nunca foi criar um hotel grande. Queríamos preservar a identidade da quinta e criar um lugar onde as pessoas pudessem viver o Douro com tempo”, explica.
A grande transformação chegou em 2023, quando o projeto foi ampliado e passou a chamar-se oficialmente Lavandeira Douro Nature & Wellness. Nessa fase surgiram novos alojamentos espalhados pela propriedade — incluindo as Brandas e as Casas Origo — e foi também criado o spa da unidade.
As Brandas são pequenas casas contemporâneas inspiradas nas antigas construções usadas pelos pastores na transumância. Desenhadas em madeira e com grandes superfícies envidraçadas voltadas para a paisagem, foram pensadas para escapadinhas tranquilas no meio da natureza.
Já as Casas Origo resultam da recuperação de estruturas antigas da propriedade. É o caso da Casa do Rio, construída a partir de uma antiga azenha com vista para o rio Ovil, ou da Casa do Beiral, instalada num antigo edifício agrícola. Segundo Jorge Eira, diretor do hotel, esta evolução foi pensada para manter o caráter intimista do projeto. “Temos vindo a crescer de forma gradual, sempre com a preocupação de respeitar a paisagem e a história da quinta. A ideia é que cada novo espaço se integre naturalmente na propriedade”, explica.

Outro dos elementos criados na expansão de 2023 foi o spa, escavado num monte da propriedade para manter ligação direta com a natureza. O espaço inclui piscina interior aquecida com jatos de massagem, sauna, banho turco, ginásio e várias salas de tratamento. Entre as massagens disponíveis está a Assinatura Lavandeira Douro, inspirada nos aromas dos vinhos da propriedade, com preços a partir de cerca de 100€ por 45 minutos.
Mais recentemente surgiram também novos programas de bem-estar, como o Pack Wellness in You, criado para hóspedes que querem combinar descanso com tratamentos de spa. O programa implica uma estadia mínima de duas noites e a reserva prévia de um dos packs de massagens disponíveis, sempre com 24 horas de antecedência e sujeito à disponibilidade do spa. Quem escolhe esta experiência recebe ainda alguns extras pensados para prolongar o momento de relaxamento: uma garrafa de vinho Lavandeira com salgadinhos à chegada ao quarto e um lanche detox no 1871 Bar & Lounge após a massagem.
Na parte gastronómica, o destaque vai para o restaurante Elmo, instalado nas antigas cavalariças da quinta. O nome é uma homenagem a um dos cavalos da propriedade. A cozinha segue uma matriz tradicional duriense e privilegia produtos locais e ingredientes da horta da quinta. Entre os pratos mais pedidos estão o anho assado no forno, a vitela à Lavandeira e o bacalhau à Elmo. Uma refeição completa ronda, em média, 25€ a 50€ por pessoa, dependendo da escolha de pratos e vinhos.
Outra das experiências recentes é o jantar de degustação no restaurante Elmo, pensado como um percurso gastronómico pela cozinha da região. A proposta inclui cinco momentos gastronómicos harmonizados com cinco vinhos portugueses, num menu preparado pela equipa do chef Paulo Magalhães. Tal como acontece com outras experiências da quinta, o jantar é feito mediante reserva com pelo menos 24 horas de antecedência e para um mínimo de duas pessoas. A ideia é criar uma experiência mais personalizada e tranquila, onde cada prato é apresentado e explicado à mesa.
A oferta inclui ainda piqueniques junto ao rio ou nas vinhas, visitas à adega da propriedade e momentos gastronómicos no espaço Alambique, onde os hóspedes partilham refeições preparadas com produtos da quinta.
Depois de mais de uma década de crescimento, o projeto prepara agora uma nova fase. Estão previstas duas novas casas Origo e a transformação do antigo salão de eventos em cinco alojamentos familiares, o que deverá concluir o plano de expansão da unidade. Esta etapa inclui também a renovação da adega, que passará a receber visitas, bem como a criação de uma loja e sala de provas.
“Chegámos a um ponto em que o Lavandeira já tem uma oferta muito completa. Agora queremos consolidar a experiência e continuar a valorizar o contacto com a natureza, o vinho e a gastronomia da região”, resume Jorge Eira. O crescimento do projeto também tem reforçado a presença internacional da unidade. Desde o passado mês de fevereiro, o Lavandeira Douro Nature & Wellness passou a integrar o portefólio da Alma Portuguesa Concierge, empresa que promove hotéis boutique portugueses no mercado de viagens de luxo do Brasil, um dos mercados internacionais com maior interesse pelo Douro.
Como lá chegar
Para chegar ao Lavandeira Douro Nature & Wellness a partir do Porto, a viagem demora cerca de uma hora (aproximadamente 75 quilómetros). O percurso mais direto faz-se pela A4 em direção a Amarante, seguindo depois pela A11 até à saída 16, em direção a Baião/Resende (N211). A partir daí, basta continuar pela N211 até Ancede, já no concelho de Baião, e seguir as indicações para Rua da Lavandeira, onde se encontra a propriedade. O trajeto atravessa zonas de vale e montanha típicas do Douro, com várias paisagens sobre o rio e as vinhas ao longo do caminho.
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