Desde 1880 que o Porto é conhecido como a Cidade das Camélias, com cerca de 375 variedades espalhadas por parques, jardins e espaços históricos do concelho. A espécie, originária da China, Japão e Coreia, entrou no mundo ocidental no século XVIII e chegou ao Porto um século depois e foi o ponto de partida para espalhar-se por todo o País. Jardins privados, quintas e palacetes adotaram rapidamente a planta, que hoje faz parte da paisagem urbana. Para quem melhor quer conhecer esta presença na cidade, a Câmara Municipal do Porto lançou a 26 de fevereiro o Roteiro das Camélias.
A proposta está disponível na plataforma digital “Plan Your Journey”, lançada em junho do ano passado pela Câmara, que reúne percursos temáticos para explorar a oferta menos óbvia da cidade. O portal organiza sugestões de visita por diferentes temas, da cultura ao artesanato, da literatura à arte urbana, e apresenta pontos de interesse distribuídos pelos oito quarteirões turísticos definidos pelo município.
O Roteiro das Camélias inclui 21 pontos de interesse, entre eles a Quinta da Bonjóia, a Quinta Villar d’Allen, o Parque de São Roque, o Jardim de São Lázaro, o Parque de Serralves e o Cemitério do Prado do Repouso. Também fazem parte da lista espaços como o Museu Romântico — Quinta da Macieirinha, o Museu Nacional Soares dos Reis, o Parque das Virtudes, o Parque da Cidade ou os Jardins do Palácio de Cristal.
Os locais distribuem-se por diferentes zonas da cidade, organizadas em oito quarteirões: Foz, Boavista, República, Universitário, Centro Histórico, Campanhã, Bonfim e Baixa. O objetivo passa por incentivar visitantes e moradores a descobrir jardins históricos, quintas e espaços verdes onde esta espécie continua presente.
O roteiro pode ser consultado online e está disponível em português, inglês, espanhol e francês. A ferramenta apresenta os vários pontos no mapa e permite planear percursos pela cidade.
Recorde-se que este fim de semana, 7 e 8 de março, o Palácio da Bolsa recebe a 30.ª Exposição de Camélias do Porto. A iniciativa reúne produtores e colecionadores que apresentam diferentes exemplares e variedades da espécie. A exposição inclui também um programa paralelo com atividades, oficinas e momentos musicais, com entrada gratuita.
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