O novo método de transporte da cidade está finalmente prestes a poder ser usado pelos portuenses, isto apesar de todas as polémicas que atormentaram o longo processo. Uma delas, a mudança de sentido na ponta da linha na rotunda da Boavista, foi solucionada com a obrigatoriedade de circular em via partilhada. No primeiro teste, só essa volta terá demorado um total de três minutos – num momento sem trânsito –, quase um quarto do tempo total de percurso, estimado em 13 minutos.
Ainda assim, esta será uma nova alternativa que circulará entre a Casa da Música e a Praça do Império já a partir deste sábado, 1 de março, ainda em fase experimental e com viagens gratuitas durante todo o mês de março. O objetivo passa por testar o serviço antes do arranque oficial, previsto para abril. Como foi anunciado no “Jornal de Notícias”, esta fase serve para “validar, verificar e testar” o modelo definido para a operação.
Nesta primeira etapa, o percurso terá cerca de quatro quilómetros e inclui sete paragens: Casa da Música, Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves, João de Barros e Império. O metrobus vai funcionar entre as 6h30 e as 22 horas, com frequência estimada de dez minutos nas horas de ponta e de 15 minutos no restante período, assegurada por cinco viaturas.
Antes do arranque, foi feito um teste ao percurso. A viagem entre a Praça do Império e a Casa da Música demorou cerca de 13 minutos, por volta das 11 horas. Nesse trajeto, o veículo demorou cerca de três minutos só a contornar a rotunda da Boavista, numa altura sem trânsito.
“A volta à rotunda será uma questão nas horas em que estiver com a capacidade de circulação condicionada. A experiência vai-nos indicar as medidas a adotar”, admitiu João Nuno Aleluia, diretor de exploração da Metro do Porto, citado pelo “Porto Canal”. Para já, a solução passa por reforçar a operação com um quinto veículo, que vai ajudar a regular a circulação no arranque na Avenida da Boavista.
Ainda não existem previsões concretas sobre a adesão ao serviço. João Nuno Aleluia alerta que “os hábitos de mobilidade podem demorar meses a estabilizar. Setembro deverá ser o primeiro momento relevante para avaliar o impacto real”, aqui citado pelo “Jornal de Notícias”.
O metrobus vai circular maioritariamente em faixa dedicada. A exceção acontece na Avenida Marechal Gomes da Costa, onde partilha a via com o restante trânsito. Mesmo assim, a Metro do Porto acredita que o sistema terá prioridade suficiente para “garantir fluidez”.
A entrada em funcionamento traz também mudanças na circulação automóvel. Na Avenida da Boavista, a via da direita passa a ter uma velocidade máxima de 30 quilómetros por hora. A medida pretende permitir a partilha com bicicletas e trotinetes, “como nas grandes cidades europeias”, segundo o vereador da mobilidade, Hugo Beirão, citado pelo “Observador”.
Apesar disso, não será permitida a circulação destes modos na via dedicada ao metrobus por questões de segurança. A solução passa por um canal partilhado com os automóveis, com sinalização própria e possibilidade de controlo através de radares.
A nova ligação deverá ser alargada até à Anémona, em Matosinhos, numa fase posterior. O plano prevê um total de 12 quilómetros e mais paragens, com conclusão até ao final do ano.

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