Miguel Ribeiro não estava à procura de casa até ver uma propriedade em Felgueiras, a terra onde nasceu e cresceu, à venda. A residência, datada oficialmente dos anos 30, acabou por chamar a atenção do jovem, que decidiu apostar na região. “É uma história muito espontânea. No fundo, foi a casa que levou ao projeto”, confessa à NiT.
Nos últimos quatro anos, Miguel, de 28 anos, estudante de Direito na Universidade Católica do Porto, e a família dedicaram-se às obras da propriedade. Além de estar na faculdade, também trabalha no setor da construção e viu ali uma oportunidade de aprender mais sobre este universo.
A 15 de agosto, a Casa de Pias começou oficialmente a receber hóspedes. No terreno comprado pela família, existem duas residências: uma maior, que ainda vai ser recuperada, e a mais pequena, que funciona como o novo alojamento da região. “A maior será um projeto para avançarmos eventualmente no futuro”, aponta.
A propriedade foi pensada para escapadinhas a dois e dispõe de um quarto, uma cozinha equipada, sala de jantar e sala de estar. O grande destaque vai para uma piscina interior aquecida, ideal para qualquer altura do ano.
Toda a decoração foi pensada com o apoio amigos e familiares. O objetivo era criar uma casa que convidasse a ficar, dado que não está localizada na “zona mais turística do País.”
“Comecei a pensar no que é que poderia fazer as pessoas a terem interesse em virem a Felgueiras e a quererem ficar na nossa casa”, aponta. “Foi tudo feito com bastante calma. A ideia era conhecer bem a casa, perceber o que é que poderia fazer sentido e ir vivendo também um bocadinho o espaço.”

O proprietário refere que os primeiros registos da propriedade remontam a 1937, mas tudo indica que é mais antiga. “Era uma quinta, mas passou a ter a denominação de casa porque foram desintegrados alguns terrenos”, explica.
Desde o início quis dar alguma sofisticação à propriedade, que quando foi comprada estava completamente devoluta. Ainda assim, teve especial atenção em valorizar a origem da propriedade e manter “a traça e o contexto onde está inserida.” A família nunca quis ignorar a história do espaço e o objetivo era manter tudo o que conseguisse, mas também torná-la confortável.
“A ideia era trabalhar com materiais naturais, sobretudo a madeira, até porque a minha família está ligada a esta indústria”, aponta. “Era algo que queríamos levar para casa. Pensámos que faria todo o sentido.”
No último mês, Miguel aponta que a casa tem chamado a atenção dos casais portugueses e estrangeiros que trabalham remotamente. “É um público que nos tem procurado com frequência e não estávamos à espera”, confessa.
A localização é também uma mais-valia, dado que o refúgio fica a apenas 45 minutos do Porto. “O que temos neste momento é um projeto que tem personalidade, onde as pessoas se sentem mesmo numa casa. Há também todo o espaço exterior que recuperámos e é de uso exclusivo e privado dos hóspedes.”
A Casa de Pias tem uma estadia mínima de duas noites, com preços que variam entre os 250€ e os 300€. As reservas podem ser feitas online.
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