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Pais vão ter de aprovar acesso de menores de 16 anos às redes sociais em Portugal

A medida foi aprovada no Parlamento esta quinta-feira, 12 de fevereiro, e inclui o uso de plataformas como Instagram e TikTok.

O Parlamento português aprovou esta quinta-feira, 12 de fevereiro, um projeto de lei que bloqueia, de certa forma, o acesso livre de jovens com menos de 16 anos às redes sociais. Para conseguirem aceder às diferentes plataformas, como Facebook, Instagram e TikTok, têm de obter consentimento parental.

Segundo o documento, a idade mínima para o acesso livre e autónomo aos diferentes sites e aplicações irá subir dos 13 para os 16 anos. A aprovação dos pais tem de ser autenticada.

“O consentimento é revogável a todo o tempo e cessa automaticamente quando a criança completar 16 anos”, lê-se no documento, aqui citado pelo “Expresso”. A autorização dos pais vai ser feita através do sistema Chave Móvel Digital ou outro semelhante.

O projeto lei foi pensado pelo PSD e contou com votos a favor do PS, PAN e JPP. Já o Chega e Iniciativa Liberal votaram contra, enquanto o CDS-PP, PCP, Livre e Bloco de Esquerda abstiveram-se. 

“A evidência científica acumulada demonstra de forma inequívoca que o uso precoce e continuado das redes sociais tem provocado efeitos adversos relevantes na saúde mental e emocional das crianças”, disse o grupo parlamentar do Partido Social Democrata.

Segundo vários estudos, este vício pode levar a depressão, ansiedade, automutilação, perturbações do sono e alguns comportamentos aditivos. Também afeta o nível da capacidade de concentração, do desempenho na escola e da socialização.

Portugal segue, então, o mesmo exemplo de Espanha que, a 3 de fevereiro, anunciou que iria proibir a utilização de redes sociais para menores de 16 anos. O acesso passará a ser monitorizado através de sistemas de verificação de idade.

Este novo limite faz parte das cinco medidas criadas para combater os abusos das grandes plataformas digitais e que deverão ser aprovadas ainda em fevereiro pelo Conselho de Ministros. Leia o artigo da NiT para conhecer melhor estas propostas.

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