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Porto ganhou 7 novas casas com renda acessível no centro da cidade

Os apartamentos ficam na Rua Francisco Rocha Soares, junto da Muralha Fernandina. Resultam de um investimento de 1,3 milhões de euros.

Encontrar casa no centro do Porto tornou-se, para muitas pessoas, um exercício quase impossível. Entre rendas elevadas, alojamento turístico e a escassez de oferta, viver nas zonas históricas da cidade está cada vez mais distante para grande parte da população. No Centro Histórico, uma nova reabilitação pretende devolver parte desse espaço à habitação acessível.

Foi concluída a recuperação de um conjunto de edifícios a 13 de maio na Rua Francisco Rocha Soares, operação que permitiu criar sete novas habitações destinadas a arrendamento acessível. O projeto representou um investimento de cerca de 1,3 milhões de euros e foi totalmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através do programa 1.º Direito. A intervenção resulta de um acordo entre o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e a Câmara Municipal do Porto, tendo sido executada pela Porto Vivo, SRU.

O conjunto edificado, datado de 1891, encontrava-se em avançado estado de degradação e sem condições de habitabilidade. A reabilitação permitiu recuperar os edifícios e adaptar os espaços às exigências atuais de conforto, segurança e eficiência energética.

As sete habitações têm tipologias entre T0 e T3 e áreas que variam entre os 50 e os 88 metros quadrados. Os apartamentos passam agora a integrar a oferta municipal de arrendamento acessível online através do concurso 1.º Direito.

Embora os valores concretos das rendas não tenham sido divulgados, este programa destina-se a famílias com rendimentos intermédios que não conseguem aceder ao mercado privado tradicional, mas que também ficam fora dos critérios de habitação social.

A operação localiza-se junto da Muralha Fernandina, numa das zonas mais emblemáticas do Centro Histórico do Porto, e integra a estratégia municipal de reabilitação urbana e reforço da oferta habitacional acessível.

O projeto de arquitetura esteve a cargo de Ricardo Gil Pereira e Susana Milão, com colaboração das arquitetas Rita Amado e Daniela Silva.

Nos últimos anos, a pressão imobiliária e turística transformou profundamente o mercado habitacional do Porto, levando a autarquia a apostar em programas de renda acessível e reabilitação de edifícios devolutos como forma de aumentar a oferta disponível para residentes permanentes.

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