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10 anos depois das obras, a Torre dos Clérigos assinala a marca de 8 milhões de visitantes

O título do "visitante oito milhões" foi atribuído, simbolicamente, a Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto.
É um marco histórico para o monumento portuense.

No ano em que se assinalam os dez anos desde a obra de restauro e reabertura, a Torre dos Clérigos atinge um novo recorde: oito milhões de visitantes. Desde 2014, foi este o número de pessoas, locais e turistas, que entraram na igreja, visitaram o museu ou subiram ao topo da torre, que detém uma das melhores (e mais bonitas) vistas panorâmicas sobre a cidade.

A meta foi assinalada esta quarta-feira, 10 de abril, com a atribuição simbólica do título de “visitante oito milhões” ao presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, que se encontra no seu último mandato como autarca. “O senhor presidente não poderia deixar de ser a escolha certa para este momento. Seria muito bonito que pudessem ser dez milhões, isto é, um milhão por ano, mas entretanto tivemos a pandemia que levou a uma descida nas visitas. No entanto, acabámos por responder aos desafios e às qualidades que os visitantes esperam quando (re)visitam a nossa Igreja e Torre”, afirma António Tavares, diretor executivo da Irmandade dos Clérigos.

Quando questionado acerca da escolha do autarca para esta homenagem, o responsável reforça à NiP que a dedicação de Rui Moreira foi a palavra de ordem. Ainda antes de terem começado as obras, o presidente tinha o hábito de passar pela Rua dos Clérigos enquanto as obras decorriam.

“É um trabalho de preparação e projeção e, sobretudo, da própria evolução dos Clérigos para a cidade. Durante um tempo era um monumento quase escondido e pouco visitado. De repente, passou a ser um espaço que importava reabilitar, reabrir e introduzi-lo na história e memória dos portuenses”, acrescenta o responsável.

Afinal de contas, os Clérigos mostram, sem dúvida, uma das vistas mais bonitas e detalhadas do Porto. Mas, acima de tudo, é um monumento que desde a sua reabilitação se tornou num motivo de orgulho para todos os portuenses, porque passou a fornecer receitas que reforçam a missão da Irmandade: contribuir para a cidade, as suas associações e pessoas. 

“De alguma forma é também um toque de agradecimento, no seu último ano de mandato, pelo que o presidente tem feito, mesmo antes de chegar à presidência da Irmandade dos Clérigos. Os Clérigos têm memória”, finaliza.

Durante muitos anos, as obras da construção da Câmara Municipal portuense estiveram suspensas, uma vez que se pretendia que a sua torre fosse mais alta que a dos Clérigos. A indignação da população foi tal, que a torre teve de ser demolida até à estrutura achatada que o edifício tem hoje. É esta a história que Rui Moreira lembra, para reforçar a importância deste cartão-postal portuense. 

“Sinto-me feliz e honrado por esta distinção por parte de um monumento que acaba por fazer parte do dia a dia do Porto. Este é apenas o resultado do potencial da Torre como uma atração da cidade. É um exemplar único, um dos maiores símbolos portuenses e que define a identidade histórica e pessoal do que é ser do Porto”, defende Rui Moreira.

Uma curiosidade deste monumento é que, além das suas funções religiosas, desempenhou outras como a de torre sinaleira, telégrafo comercial, marco de orientação naval, ponto de observação e comando militar, entre outros. Isto é, esteve sempre ao serviço dos mais diversos ofícios que o Porto precisava, assim como nos dias de hoje se encontra ao serviço do turismo.

Neste momento, além de ser possível visitar a Igreja e Torre dos Clérigos, diariamente, pode ainda assistir ao espetáculo imersivo criado exclusivamente pelo atelier OCUBO para o monumento portuense. Os bilhetes para visitar os Clérigos custam 8€. Já para assistir ao espetáculo “Spiritus”, o preço é de 10€. Pode adquirir os ingressos online.

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