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A quinta a 30 minutos do Porto onde pode passear, provar vinhos e fazer eventos exclusivos

A Quinta da Aveleda é um “mundo encantado” feito a partir de vinhos e jardins históricos.
É um antigo terreiro da eira.

Os mais recentes dados divulgados pelo Ministério da Economia e do Mar em Portugal, durante a última edição do Guia Michelin, revelam que o turismo do País tem vindo a crescer nos últimos anos, e o vinho é o maior elemento atrativo. Os turistas que nos visitam não só experimentam o vasto universo da bebida, mas também mergulham em experiências que vão desde os passeios vinícolas ao alojamento.

Uma das quintas que mais se destacam nas experiências de enoturismo é a Quinta da Aveleda, com um campo extenso de vinhas entre o Douro. O espaço fica a apenas a 30 minutos de carro do Porto e é o local ideal para quem quer conhecer melhor os vinhos verdes portugueses. 

A Quinta está nas mãos da mesma família há cinco gerações. Na passada segunda-feira, 20 de maio, para celebrar o Dia da Biodiversidade, a NiP teve oportunidade de conhecer com mais pormenor os segredos entre estes jardins históricos. Dos 120 hectares, oito são ocupados por jardins com árvores centenárias. É um verdadeiro “mundo encantado” aberto a visitas.

“Não sabemos ao certo como começou o jardim, foi simplesmente acontecendo. Na família sempre houve um gosto pela natureza. Recentemente foi feito um levantamento, no âmbito de uma tese de mestrado, e acusou a existência de mais de 200 espécies entre flora e fauna”, começa por contar à NiP, Martim Guedes, co-CEO da Aveleda, juntamente com o primo António Guedes. 

À chegada, os visitantes são recebidos com a elegância dos pavões, que passeiam livremente pela zona da receção e toda a Quinta. Mergulhando no verde da Aveleda, encontramos patos, gansos, garnisés e até cabras-anãs com uma torre em caracol por onde podem subir. Tudo isto no meio da enorme diversidade de flora, onde se destacam os roseirais, as camélias e os rodondendros.

“São muitos os visitantes que classificam a quinta como um ‘mundo encantado’. Isso deve-se em grande parte àqueles jardins históricos, de influência inglesa que criam um ambiente romântico. Temos ainda árvores centenárias de grande porte, flores multicoloridas e construções em granito cobertas por trepadeiras, ramadas, lagos e flores”, refere Martim Guedes.

Um pouco por toda a quinta respira-se o ambiente familiar, pois cada espaço foi pensado — e dedicado — a algum membro da família. Perto da casa familiar, habitada em regime de rotatividade, destaca-se a Fonte das Quatro Irmãs, ou conhecida por alguns como a Fonte das Quatro Estações.

“Nela estão esculpidas os perfis das quatro filhas do meu bisavô. Cada uma delas nascida numa estação do ano diferente”, revela à NiP o co-CEO da Aveleda.

“Muitos visitantes de todo o mundo chegam e ficam surpreendidos. Os ingleses vêm muito por causa da botânica. Já os brasileiros querem vir e ver onde é produzido o vinho da Casal Garcia. Alguns grupos ficam no Porto e fazem uma paragem aqui no caminho ao Douro. Contudo, há pessoas nas redondezas que não fazem ideia do património visitável que temos cá dentro, tão perto”, acrescenta. 

A Quinta da Aveleda estende-se assim por uma área de 120 hectares, dos quais 90 são ocupados por vinha, onde se destacam as castas Alvarinho e Loureiro. Todavia, a empresa tem espalhadas na totalidade 600 hectares, um pouco por todas as regiões do País em que se produz vinho. 450 são vinhos verdes, pouco menos de 100 são vinhos do Douro, 40 do Algarve e 20 na Bairrada. 

Uma das mais recentes novidades da empresa e, que foi apresentada à NiP e a outros convidados no evento dedicado à biodiversidade, é o lançamento da segunda edição do vinho Manoel Pedro Guedes da colheita de 2022, uma homenagem da marca ao fundador. A primeira edição foi lançada em 2020, a propósito dos 150 anos da Aveleda. 

Custa 60€.

“Queremos homenagear o meu trisavô e também prestar tributo à região dos vinhos verdes”, afirma António Guedes.

Esta nova proposta caracteriza-se por ser vegano e um blend das castas Loureiro e Alvarinho. Tem representado no rótulo, o relógio de bolso que Manoel Pedro Guedes costumava usar. “O futuro desta casa será o vinho”, disse outrora ao seu feitor. Manoel Pedro Guedes era, nas palavras do neto, “um homem com muita energia”. Foi deputado em Lisboa, presidente da Câmara de Penafiel e encontrou refúgio na Aveleda onde tratou de inovar, plantando vinhas em linhas contínuas, com castas separadas e fez a primeira adega, Adega Velha, onde hoje envelhece a aguardente, no escuro. 

Na Aveleda existem diversos programas de enoturismo. Os mais tradicionais e procurados são as visitas orientadas aos jardins e às vinhas, mas também há sugestões como piqueniques ou até um escape garden (um escape game ao ar livre). Há ainda recantos para fazer longas caminhadas e redescobrir a biodiversidade do espaço. A Quinta ainda dispõe programas personalizados para realizar almoços ou uma tarde de petiscos no meio das vinhas. Estas experiências tem um preço entre os 7,50€ até aos 70€.

Todavia, a Quinta da Aveleda ainda dispõe do seu espaço para que possa realizar uma ação de team building, apresentar o lançamento de algum produto, celebrar um aniversário ou outro evento exclusivo. Todos os eventos solicitados são feitos à medida, com preço sob consulta. Pode reservar as experiências ou pedir mais informações sobre eventos a realizar no espaço através do contacto 255 718 242 ou pelo email enoturismo@nullaveleda.pt. 

Se ficou curioso, carregue na galeria para descobrir o “mundo encantado” que é a Quinta da Aveleda.

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