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Árvore da Casa Allen vai ter classificação de interesse público

O tulipeiro centenário com mais de 30 metros de altura passa assim a estar protegido por lei.
Mais motivos para visitar

Há mais motivos para visitar a Casa Allen: o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas incluiu o tulipeiro-da-virgínia, que está naqueles jardins, na sua lista do arvoredo em vias de classificação de interesse público. O anúncio foi feito na última terça-feira, 24 de agosto, pela Direção Regional de Cultura do Norte.

Este tulipeiro-da-virgínia, da espécie Liriodendron tulipifera L., terá cerca de 100 anos e mede 31 metros de altura. A sua base tem um perímetro de 7,75 metros e o diâmetro médio da copa é de 29 metros.

Com a entrada nessa lista do arvoredo em vias de classificação de interesse público, o tulipeiro fica “automaticamente protegido”, mas há outras características destacadas pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. São exemplo disso o facto de apresentar “uma arquitetura natural e equilibrada, uma copa frondosa e com a singularidade de alguns dos seus ramos inferiores descerem até ao solo, no qual poisam, crescendo horizontalmente” e também o “elevado valor visual pela sua dimensão, forma e invulgaridade das suas folhas e flores”.

Por estas razões, é defendido que a árvore “adiciona valor cénico ao jardim e ao Palacete do Visconde de Villar de Allen”, um edifício mandado construir no final da década de 1920. Mais tarde, em 1991, foi construída nestes jardins a Casa das Artes, um projeto que até valeu a Eduardo Souto Moura o Prémio Secil.

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