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Novo condomínio em Paranhos tem terraços em todas as frações (desde 385 mil euros)

O empreendimento propõe uma arquitetura em socalcos, que privilegia o exterior e responde à crise da habitação com identidade.

Durante décadas, a zona do Covelo, em Paranhos, foi conhecida sobretudo pela sua ligação à natureza. A antiga quinta agrícola, que deu origem ao atual Parque da Quinta do Covelo funcionou como um pulmão verde da cidade, numa área marcada por declives acentuados, ruas residenciais e uma urbanização progressiva, muitas vezes desordenada. Hoje, esta freguesia da zona norte do Porto está no centro de uma transformação silenciosa, impulsionada pela pressão imobiliária, pela proximidade a pólos universitários e hospitalares e pela crescente procura por soluções habitacionais que combinem conforto e espaço exterior. É neste contexto — e numa altura em que a crise habitacional continua a marcar o debate público — que surge o Terrazza Park, um empreendimento residencial que procura afastar-se dos modelos genéricos e repetitivos que têm dominado as recentes tendências de construção.

“Numa época em que os modelos habitacionais estão frequentemente desligados do contexto, o Terrazza nasce como uma resposta deliberada e crítica”, explica a equipa da MASSLAB, responsável pelo projeto arquitectónico.

Localizado num quarteirão residencial junto à Quinta do Covelo, o Terrazza Park ocupa um terreno com forte inclinação e vestígios de construções dispersas. Em vez de nivelar ou impor uma volumetria rígida, o empreendimento aproveita a topografia natural para criar dois edifícios implantados em fachadas opostas, formando aquilo que os arquitetos descrevem como um “vale urbano”.

“O projeto foi concebido como uma experiência espacial contínua, tanto ecológica como social”, explicam. A organização do conjunto gera uma sequência de jardins em degraus, terraços privativos e um pátio comum que funciona como ponto de encontro entre moradores. No exterior, o edifício afirma-se com uma presença clara no tecido urbano; no interior, dissolve-se em plataformas verdes que deixam entrar luz, ar e vegetação.

A lógica é simples, mas pouco comum: oferecer a privacidade típica de uma moradia, sem abdicar das vantagens de um apartamento. “Queríamos um modelo de habitação onde a permeabilidade, a diversidade e a flexibilidade fossem centrais”, acrescenta a equipa.

O pré-lançamento oficial do Terrazza Park aconteceu em setembro de 2025, durante o Imobinvest, na Alfândega do Porto. O projeto foi apresentado com maquete física e brochura oficial, numa parceria entre a Zome Matosinhos e a equipa da MASSLAB. O interesse foi imediato: ainda durante o evento, cerca de 26 por cento das frações ficaram reservadas.

Atualmente em fase de construção, o empreendimento é promovido pela Blue&Nile Investments e representa um investimento focado num segmento que continua escasso na cidade: habitação de qualidade, com áreas generosas e ligação real ao exterior.

O Terrazza Park é composto por 23 apartamentos, com tipologias que vão do T1 ao T4. Os preços arrancam nos 385 mil euros para os T1, sobem para cerca de 700 mil euros nos T2, 820 mil euros nos T2+1 e ultrapassam os 900 mil euros nas tipologias maiores, como T3 e T4, dependendo da fração e da relação com os espaços exteriores.

Todas as frações têm acesso a áreas ao ar livre — seja jardim privativo, varanda ou terraço — e foram desenhadas para maximizar a luz natural e a continuidade entre interior e exterior. “Cada apartamento foi pensado como uma extensão da paisagem”, sublinham os arquitetos.

Além dos jardins e do pátio comum, o empreendimento inclui portaria, ginásio, lavandaria partilhada e sala de condomínio, reforçando a ideia de comunidade sem comprometer a privacidade.

Em termos de acabamentos, o projeto aposta numa estética serena e duradoura. Os pavimentos das zonas secas são em soalho multicamada de carvalho, enquanto cozinhas e casas de banho recorrem a mármore compacto. As cozinhas vêm totalmente equipadas, com eletrodomésticos Bosch e Teka, bancadas em mármore branco e mobiliário lacado.

A eficiência energética é outro dos pilares do projeto. O edifício contará com bombas de calor para águas quentes sanitárias, ar condicionado, isolamento acústico reforçado e 25 painéis fotovoltaicos em regime de autoconsumo individual, bem como pré-instalação para carregamento de veículos elétricos em todas as frações.

“Evitámos o espetáculo fácil. Preferimos trabalhar a textura, a luz e a relação com o lugar”, resume a MASSLAB. A arquitetura não quer impor-se, mas integrar-se — quase como um jardim que cresce com o tempo.

Num Porto cada vez mais pressionado pelo turismo e pela escassez de habitação permanente, projetos como o Terrazza Park apontam para uma alternativa possível: densidade com qualidade, arquitetura com identidade e uma relação mais equilibrada entre cidade e natureza.

“O Terrazza não se limita a preencher um vazio urbano”, sublinham os arquitetos. “Reivindica esse espaço como um lugar onde podem surgir novas relações — entre pessoas, entre edifícios e entre a cidade e o seu território.”

As vendas estão em curso e as visitas podem ser agendadas através da Zome Matosinhos. Para quem procura viver no Porto sem abdicar de espaço exterior, silêncio e arquitetura pensada ao detalhe, este novo “vale urbano” em Paranhos promete dar que falar.

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