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Planetário do Porto tem experiências imersivas que o transportam para outro universo

Há oito sessões para todas as idades, que além de educar, criam um fascínio pela ciência.
A nossa galáxia pode ser explorada no Planetário.

A Universidade do Porto tem sido uma impulsionadora da cultura portuense. Aliás, não só das artes, como se pode ver com a iniciativa das Noites no Pátio do Museu, mas também da ciência. Foi com esse mesmo objetivo, que nasceu o Planetário do Porto — Centro Ciência Viva

Desde a abertura, já lá passaram mais de 250 mil miúdos, de todo o continente e ilhas de Portugal, mas as sessões imersivas não são só planeadas para os mais novos, pois os próprios adultos ficam igualmente fascinados e nunca é tarde para aprender sobre o nosso universo. Nestas sessões são apresentados conceitos básicos de astronomia, destinados a aumentar a literacia científica por quem lá passa. O planetário, em 2014, foi modernizado para conseguir chegar mais longe, aumentando a lotação e adicionando ao seu leque de ferramentas educacionais, tornando assim a experiência anda mais envolvente. 

Atualmente, o sistema é digital que privilegia o rigor e a exatidão científica. Foi construída ainda uma cúpula, o que permite assim a imersão de todos os visitantes, possibilitando uma visão em 360.º das apresentações. Auxiliado ainda pelas cadeiras, reorientadas de forma unidirecional, tornando a experiência uniforme para todos. Estas sessões são únicas em Portugal, singulares na cidade do Porto. 

Exemplo destas renovações são as sessões atualmente disponíveis no Planetário do Porto durante o período escolar ou por marcação. A lotação é de 90 lugares e os preços variam entre os 3,50€ e os 5€. Entre as oito, a New in Porto destaca a sessão “Vida — uma história cósmica”, que leva os visitantes ao começo da vida na Terra, numa verdadeira viagem através do tempo. Este filme utiliza visualizações científicas realistas, que nos transportam desde o nascimento da primeira estrela, à origem dos elementos, até ao mundo microscópico de uma célula.

Se ainda não tiver planos para o próximo fim de semana, aproveite as últimas sessões de verão do Planetário do Porto até dia 31 de julho. O horário é de segunda a sexta-feira às 16 horas e a sessão projetada é escolhida pelo primeiro visitante. As idades recomendadas variam de filme para filme. No entanto, a duração de 45 minutos mantém-se. 

No sábado existem duas sessões. Às 15 horas está disponível “Vítor e Sofia vão à Lua”, esta sessão foi inteiramente produzida pelo Planetário do Porto e procura educar sobre o eclipse total do sol, através de um sonho vivido por Vítor, que o leva numa aventura até à Lua, com Sofia. Esta sessão é para miúdos dos sete aos 12 anos. Às 16 horas, “Somos os Guardiões”, mostra como no nosso mundo, todos os seus habitantes e ecossistemas estão intrinsecamente conectados. 

As últimas sessões programadas irão ser realizadas domingo, dia 30 de julho. Sendo que às 15 horas estará disponível “Há Formas no Espaço”, recomendada para os pequeninos, dos três aos sete anos, dando-lhes assim as verdadeiras primeiras ferramentas de aprendizagem que decerto irão levar com eles para o resto da vida. Como também até mesmo os adultos nunca se irão de esquecer desta experiência. Através do sistema solar, o Planetário do Porto ensina os miúdos sobre as formas geométricas, enquanto simultaneamente incentiva os visitantes a darem os primeiros passos na descoberta do universo. 

A repórter da NiP não resistiu e foi à sessão “O Sol, a nossa estrela” e é algo de fascinante. É recomendado todos os visitantes encontrarem-se no interior do Planetário, 15 minutos antes do início da sessão e não se deixe enganar, pois não é inconveniente. Explicamos-lhe o porquê: enquanto espera, pode visitar o resto do Planetário e todas as exposições gratuitas, como “Da Terra aos confins do Universo” ou deslumbrar-se pelo “Sistema Solar à Escala”. Todas estas exposições temáticas são gratuitas e aumentam o entusiasmo pela sessão imersiva. 

Ao entrar na cúpula, o tamanho engana, pois a sala encontra-se escura. Logo a seguir, enquanto os visitantes escolhem os seus lugares, as cadeiras imediatamente inclinam para trás, o que cria alguns risos e fascínio por quem nunca lá passou. Depois a explicação pelo que vamos presenciar e algumas regras a cumprir. 

Assim que se faz silêncio, a cúpula parece que duplica em tamanho, as luzes transportam-nos para outro universo, como se nós próprios tivéssemos acabado de entrar numa nave espacial. Neste filme, tanto miúdos como adultos presentes, aprenderam sobre a importância e vitalidade da estrela que nos mantém vivos e que possibilitou a nossa existência. Esta sessão é recomendada a partir dos dez anos, pois explora o universo meticulosamente e por vezes até pode criar algum suspensa. Talvez pela forma imponente do Sol ou as imagens nunca antes vistas da turbulenta superfície da nossa estrela. 

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