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Uma turista foi presa por fazer a saudação nazi em Auschwitz

A mulher holandesa de 29 anos aceitou pagar uma multa, mas estas infrações podem levar até dois anos de prisão.
Não é a primeira vez que algo assim acontece.

Uma turista holandesa foi detida na Polónia esta segunda-feira, 24 de janeiro, após fazer uma saudação nazi no campo de concentração de Auschwitz (onde morreram mais de um milhão de judeus). Embora a sua identidade não tenha sido revelada, a “BBC News” adianta que se trata de uma mulher de 29 anos.

Segundo o que conta a agência noticiosa “PAP”, aquele gesto não passou de uma piada de mau gosto enquanto o marido lhe tirava uma fotografia. Mesmo assim, terá de pagar uma multa.

Esta não é, porém, a primeira vez que turistas estrangeiros são detidos por fazerem gestos associados ao nazismo no campo de concentração. Em 2013, dois estudantes da Turquia acabaram por receber uma pena de prisão de seis meses após um gesto semelhante. Na verdade, esta ofensa pode levar até dois anos de encarceramento.

A história de Auschwitz

O campo de concentração de Auschwitz é um dos maiores símbolos do Holocausto, e dividia-se em três zonas diferentes. O Auschwitz I começou a ser utilizado a 20 de maio de 1940 e era o centro administrativo dos campos, servindo também para a utilização do trabalho forçado dos prisioneiros. No entanto, foi ali que os nazis testaram a primeira câmara de gás que matou 850 prisioneiros polacos e russos, em setembro de 1941.

O campo de concentração Auschwitz II, construído em Birkenau em 1941, localizava-se a apenas três quilómetros do espaço anterior. O seu objetivo principal era mesmo o extermínio. Estava equipado com quatro crematórios e câmaras de gás, as quais podiam receber, cada uma, cerca de 2500 pessoas simultaneamente. As mortes em grande quantidade começaram em 1942. Nesta zona morreram aproximadamente um milhão de judeus e 19 mil ciganos.

Já o Auschwitz III começou a ser utilizado em 1942, focando-se também no trabalho escravo.

No total, 1,3 milhões de pessoas morreram no campo de Auschwitz, das quais 1,1 milhões eram judeus.

 

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